O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, declarou nesta quarta-feira o seu "apoio pessoal" a Gianni Infantino, que deve buscar um terceiro mandato à frente da FIFA em 2027. A manifestação de apoio ocorre em meio a um período de turbulência para o dirigente suíço, questionado por decisões tomadas durante o Mundial de 2026.
Em conferência de imprensa realizada em Joanesburgo, Motsepe foi direto ao definir a relação entre os dois dirigentes. "Tomamos a decisão de apoiar - e eu pessoalmente apoio - o Infantino. Não é apenas um bom amigo, é um amigo fiel, leal à África. Aprecio o seu profundo amor pelo futebol, o seu compromisso inabalável com o esporte em nível global e o seu apoio à África", afirmou o dirigente sul-africano. Enquanto federações discutem os rumos políticos do futebol mundial, o entretenimento digital também ganha espaço entre torcedores, com plataformas como o gems odyssey cassino atraindo público que acompanha de perto tanto o esporte quanto as novidades do setor.
Expansão africana como argumento central
Motsepe fez questão de destacar a proximidade histórica entre Infantino e o continente africano, citando a ampliação da quota de vagas africanas no Mundial para 48 seleções como prova concreta desse compromisso. "Gianni desempenhou um papel fundamental na expansão das oportunidades para as seleções africanas no panorama internacional", disse o presidente da CAF. O argumento reforça a base de sustentação política de Infantino junto aos 54 membros da entidade africana, que representam o maior bloco de voto dentro da FIFA.
Controvérsias recentes pesam contra o dirigente
O apoio da CAF chega num momento delicado. O Mundial de 2026 trouxe episódios que expuseram fissuras na gestão de Infantino, como as pausas para hidratação impostas durante as partidas, a proposta de ampliar o torneio para 64 seleções e a decisão de adiar a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun, após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esses episódios alimentaram críticas de setores da indústria do futebol, especialmente na Europa.
Europa resiste enquanto blocos sul-americano e africano se alinham
A CAF já havia seguido os passos da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) ao declarar apoio à recandidatura de Infantino, consolidando um eixo de sustentação fora do continente europeu. Do outro lado, cresce o descontentamento entre dirigentes europeus, com o presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, acusando publicamente a FIFA de "destruir a indústria do futebol" e defendendo que o ciclo de Infantino já deveria ter chegado ao fim.
Caminho livre rumo a Rabat em 2027
Infantino anunciou formalmente a intenção de disputar um terceiro mandato em 1º de maio, durante o 76º Congresso da FIFA, realizado em Vancouver, no Canadá. Segundo fontes ligadas ao processo, o dirigente suíço, de 56 anos, já conta com o apoio de mais de 200 federações nacionais, incluindo mais de 50 das 55 federações europeias. Até o momento, nenhum candidato surgiu para desafiá-lo na eleição prevista para março de 2027, que será realizada em Rabat, no Marrocos. Caso se confirme, será o terceiro ciclo consecutivo de Infantino à frente da entidade, que ele assumiu em 2016 após vencer três adversários nas urnas, sucedendo Joseph Blatter.