Rota do Cacau vai fortalecer cadeias produtivas para impulsionar o setor

Responsáveis por 95% da produção brasileira de cacau, os estados da Bahia e do Pará receberão apoio do programa Rotas de Integração Nacional. O objetivo é impulsionar a economia do setor e contribuir para a sustentabilidade das rejuvenalgiões cacaueiras do país. Os trabalhos serão iniciados em Ilhéus (BA) e na região do Xingu (PA), a partir de um acordo de cooperação técnica entre os Ministérios da Integração Nacional e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A expectativa é que até o fim deste ano a Rota do Cacau chegue também ao Espírito Santo e Rondônia.

A cadeia produtiva do cacau é estratégica para o desenvolvimento regional em razão do grande número de postos de trabalho gerados pelo setor, especialmente para a agricultura familiar e extrativistas em territórios de baixa renda. A Coordenadora-Geral de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Aline Fagundes, destaca importância da iniciativa. “Estamos buscando incentivos em todas as esferas para que as regiões cacaueiras se desenvolvam de maneira transversal, trabalhando cada elo da cadeia produtiva e envolvendo atores diversos. São parcerias importantes para que a gente construa políticas públicas de baixo para cima, sobretudo com participação efetiva do produtor”, explica.

Para o diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, Juvenal Maynart, a Rota do Cacau deverá garantir à cadeia produtiva importantes ganhos no sentido de organização de todo o sistema. “Além disso, a parceria com o Ministério da Integração Nacional possibilita novas oportunidades de financiamento e crescimento econômico e tecnológico dos APLs [Arranjos Produtivos Locais]. Queremos reorganizar a atividade cacaueira para deixarmos de ser importadores de amêndoas e voltarmos à condição de atender a planta industrial e crescer o braço da exportação”, afirma.


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