“Quem defende a tortura está defendendo crime inafiançável”, afirma Dilma em tenda do FSM

'Quem defende a tortura está defendendo crime inafiançável', diz Dilma em tenda do FSMA presidente Dilma Rousseff surpreendeu ao discursar para uma multidão em uma tenda do Fórum Social Mundial em Ondina, na manhã desta quinta-feira (15). Durante a tarde, a presidente participará de um ato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estádio de Pituaçu. Para o público, ela lamentou o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), na noite desta quarta (14), ao qual se referiu como “execução brutal”.

“O Brasil sempre que tem golpe, e nós sabemos disso, não há golpe sem barbárie e violência. O que aconteceu com a Marielle foi uma execução brutal. Isso contrata uma mulher negra, defensora dos direitos humanos. Uma mulher que sabia que sem as mulheres e os negros, os direitos não são humanos”, disse.

Segundo Dilma, o assassinato é parte do golpe que desencadearam no Brasil em 2016, ano em que foi alvo de impeachment. Dilma falou também sobre a ascensão da extrema-direita no Brasil, representada pelo deputado Jair Bolsonaro. “Quem defende a tortura está defendendo um crime inafiançável. E não tem nenhuma comissão de Ética contra ele”, criticou Dilma, que lembrou da infinidade de violência, assassinatos, sumiço de corpos e barbaridades associados à extrema-direita.

Dilma aproveitou o espaço para afirmar que a reforma da Previdência, parada na Câmara, é para privatizar os maiores recursos financeiros, que são dos trabalhadores, e implantar o neoliberalismo no país. “Esse processo não para enquanto ele não tiver o Brasil sem bancos públicos, empresas públicas, sem entregar todas as nossas terras férteis. Teremos de lutar para que isso não se complete. Porque isso começou”, acrescentou. (Bahia Noticias)


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