Protestos de caminhoneiros afetam distribuição de alimentos

Resultado de imagem para caminhoesA paralisação nacional dos caminhoneiros autônomos já afeta o setor produtivo de carnes e a distribuição de alimentos pelo país. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), informaram hoje que 129 unidades produtivas de carnes bovina, suína e de aves já estão paralisadas. A previsão das entidades é que, até a sexta-feira (25), mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes.

“A Abiec e a Abpa reiteram que o movimento é um direito da categoria, mas reafirmam a importância da manutenção do transporte de alimentos para a população. As consequências já ganharam contornos graves e o setor produtivo entende que é necessário que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes”, dizem as entidades.

Em nota, as duas associações alertam que estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas, com ciclo de entrega de produtos a cada dois dias, já estão com o abastecimento comprometido.

Os bloqueios nas rodovias impedem tanto o acesso dos insumos necessários à produção quanto o escoamento de alimentos. De acordo com a Abiec e a Abpa, diariamente, 1,2 mil containers de carne bovina deixam de ser embarcados. No caso de carnes de frango e suínos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões. Da mesma forma, os fornecedores de insumos também estão sendo impactados.

Em Santa Catarina, segundo o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado e a Associação Catarinense de Avicultura, a suspensão das atividades de indústrias frigoríficas já causou prejuízos às atividades pecuárias em mais de 20 mil propriedades rurais. (Agencia Brasil).


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