Pesquisa e intervenção pedagógica abordaram práticas de professores do EJA

Como os professores que lecionam para as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) tratam (ou não) dos temas de relações de gênero, sexualidade, classe e etnia em sala de aula? E por que esses temas importam na formação desse público estudantil?

Essas perguntas motivaram a pesquisa e a intervenção pedagógica realizada pelo professor Flávio Barreto de Matos, primeiro mestre formado pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER). O mestrado profissional oferecido pela Universidade Federal do Sul da Bahia é voltado para educadores e dá oportunidade para a realização de estudos e experimentação de práticas pedagógicas que possam se tornar contribuições diretas para o aprimoramento do ensino.

No caso da pesquisa-ação de Flávio, que resultou no trabalho intitulado Os corpos que a Escola não toca: EJA e as dissidências sexuais e de gênero na perspectiva da formação docente, tratou-se da ausência de reflexões a respeito de classe socioeconômica, sexualidade, gênero e etnia perante turmas que são, em maioria, compostas por pessoas que se encontram nos pontos mais frágeis desses contínuos: pobres, de cor, travestis e transsexuais. Além da constatação, a pesquisa de Flávio propôs aos docentes participantes maneiras de alterar essa situação, agindo e refletindo para agir cada vez melhor.

Flávio falou sobre seu trabalho, defendido no dia 6 de maio de 2019 perante a banca formada pelos professores Ana Cristina Santos Peixoto (PPGER/UFSB), André Mitidieri (PPGLLR/UESC) e pelo orientador, professor Rafael Siqueira de Guimarães (PPGER/UFSB), na Secretaria Municipal de Educação de Una.


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