Morre o cantor e compositor Belchior

belchior1Belchior morava há quatro anos em Santa Cruz do Sul, distante cerca de 150 km de Porto Alegre. Há um ano e meio, ele e a mulher viviam em uma casa cedida por um amigo. Foi neste local que o cantor e compositor cearense amanheceu morto neste domingo (30).

De acordo com relato da mulher de Belchior, Edna Araújo, à delegada Raquel Schneider, o marido não tinha nenhum problema de saúde. Antes de dormir, na noite de sábado (29), ela disse que ele sentiu um pouco de frio.

“Em princípio ele estava deitado num sofá, onde ele costumava ficar, que era o ambiente onde ele compunha as músicas, ambiente para ele tranquilo. Ele sentiu um pouco de frio, a esposa dele tapou [cobriu] ele, aí ela foi se deitar. Ela percebeu que, de madrugada, ele acordou, estava demorando a vir e ela chamou. Aí pensou que ele dormiu, porque ele dormia naquele local às vezes. Quase pela manhã, ela acordou e notou que ele não veio e foi ver o que aconteceu. Aí que ela viu que ele estava desacordado e pediu ajuda”, diz a delegada, conforme depoimento.


Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até a casa e constatou a morte. Um exame preliminar apontou o rompimento da artéria aorta, segundo a delegada.

Trajetória

Na infância no Ceará, Belchior estudou piano e música coral, e trabalhou no rádio em sua cidade natal. Seu pai tocava flauta e saxofone, e sua mãe cantava em coro de igreja. Mudou-se em 1962 para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Também chegou a estudar medicina, mas abandonou o curso em 1971 para se dedicar à música.

 Começou apresentando-se em festivais pelo Nordeste. Depois do sucesso de “Mucuripe”, mudou-se para São Paulo, onde compôs trilhas sonoras para filmes e passou a fazer shows maiores e aparições em programas de televisão. Em 1974, lançou seu primeiro disco, “A palo seco”, cuja música título se tornou sucesso nacional e ganhou versões ao longo da história, como a de Oswaldo Montenegro e da banda Los Hermanos.

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