“Viva a Paraíba! Viva o Nordeste”, diz Fernando Haddad

(do Brasil 247)”Minha total solidariedade aos governadores do Nordeste, chamados de paraíbas pelo Bolsonaro em tom de deboche. Vocês são os melhores e orgulham a Nação pelo trabalho e respeito ao povo. Viva a Paraíba, viva o Nordeste!”, postou Fernando Haddad, em resposta ao preconceito de Jair Bolsonaro

O ex-prefeito Fernando Haddad, que disputou a presidência da República pelo PT, se solidarizou aos nordestinos, que foram alvo de discriminação e preconceito por parte de Jair Bolsonaro. “Minha total solidariedade aos governadores do Nordeste, chamados de paraíbas pelo Bolsonaro em tom de deboche. Vocês são os melhores e orgulham a Nação pelo trabalho e respeito ao povo. Viva a Paraíba, viva o Nordeste!”, postou.

Leia, abaixo, a carta dos governadores nordestinos:

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas

RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia

CAMILO SANTANA – Governador do Estado do Ceará

FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão

JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba

PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco

WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí

FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte


Extrema-direita agoniza nas ruas junto com Sergio Moro

Em movimento esvaziado, a extrema-direita foi às ruas com a mesma carga de ódio que caracterizou manifesstações anteriores. Eles pediram o fechamento do STF e manifestaram apoio a Sergio Moro, acuado pelas denúncias de vários veículos de imprensa que o acusam – com provas – de conluio com o Ministério Público.

Em movimento esvaziado, a extrema-direita foi às ruas com a mesma carga de ódio que caracterizou manifesstações anteriores. Eles pediram o fechamento do STF e manifestaram apoio a Sergio Moro, acuado pelas denúncias de vários veículos de imprensa que o acusam – com provas – de conluio com o Ministério Público

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o ranço com Congresso e Supremo era tão presente quanto os apoios ao ex-juiz. Um minicaminhão com faixa do movimento Nas Ruas trazia na lateral uma cartolina que lembrava a frase do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre bastar um cabo e um soldado para fechar a mais alta corte do Judiciário brasileiro. Para ilustrar, um desenho do personagem Recruta Zero.”

A matéria ainda acrescenta que “o mesmo veículo anunciava a venda de copos do Moro e do presidente Jair Bolsonaro (PSL) por R$ 10. Pediam essa ajuda financeira dos protestantes, alegando que faziam um ato “do povo para o povo”, sem ajuda de CUT e MST, como seria o caso de manifestações esquerdistas.”(Brasil 247)


Paulo Henrique Amorim é afastado pela Record; perseguição do grupo do presidente Bolsonaro

paulo-henrique-amorinO jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorim, 77, não faz mais parte da revista eletrônica Domingo Espetacular (Record). A emissora confirma o afastamento e afirma que os novos comandantes da atração serão Patrícia Costa e Eduardo Ribeiro, a partir deste domingo (30).

O motivo, de acordo com a assessoria de imprensa do canal, é uma reformulação no jornalismo da casa. Segundo eles, Paulo Henrique continua como um dos contratados e à disposição para futuros projetos.

Porém, segundo o site Notícias da TV, Amorim teria sido desligado por política. Por seu forte posicionamento de esquerda, ele, de acordo com o site, teria tido a cabeça pedida desde 2014 por diversas vezes por membros do poder contrários às suas ideias. Ainda segundo o portal, nos últimos meses, a emissora não teria mais conseguido resistir às pressões, já que Amorim é contrario ao governo do atual presidente.

Questionada se o afastamento seria por cunho político, a assessoria de imprensa da Record voltou a dizer que a única informação que poderia assegurar era a de que está acontecendo uma reformulação, implementada pelo vice-presidente de jornalismo, Antonio Guerreiro, desde janeiro deste ano.

Paulo Henrique Amorim ficou no ar pelo dominical por 13 anos. Sua primeira aparição foi em fevereiro de 2006.

Marco Antonio Villa já havia sido afastado da Jovem Pan, além de Raquel Scheherazade, do SBT. (Com informações do Bahia Notícia)


Vaza Jato trará áudios e vídeos e Glenn provará na Folha que os diálogos de Moro e Deltan são autênticos

Glenn: quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelaçõesPor Renato Rovai | Revista Fórum

A revista Fórum apurou que o site The Intercept fechou uma parceria para publicar em parceria com a Folha de S.Paulo reportagens com materiais que estão sendo analisados na Vaza Jato.

Segundo informações obtidas pela Fórum, as primeiras reportagens desta parceria devem ser divulgadas na edição deste domingo (23) do jornal, com o objetivo de comprovar a autenticidade das mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, além dos áudios e vídeos que estão em poder da equipe de Glenn Greenwald e, agora, da Folha de S.Paulo.

Nesta quinta-feira (20), Greenwald divulgou em seu Twitter que o site está trabalhando em parceria com outros jornais e revistas no arquivo da Vaza Jato.

“Já estamos trabalhando com outros jornais/revistas no arquivo. Significa: 1) mais revelações serão reportados mais rapidamente; 2) ninguém pode alegar que a reportagem tem um viés ideológico; 3) quem quiser prender os que divulgar este material terá que prender muitos jornalistas”, tuitou.


Antes contra, Novo já começa a adotar práticas da ‘velha política’

novo

Na campanha eleitoral, sobravam ataques ao mau uso de dinheiro público. Agora, com mandato, deputados do Novo têm repetido velhos hábitos da política tradicional.
O uso de auxílio-moradia, demonizado nas propagandas partidárias, atraiu pelo menos um parlamentar. Os excessivos gastos com passagens aéreas também chegaram à bancada e se estendem a assessores.
Em meados de maio, na comissão do Orçamento, o deputado federal Lucas Gonzalez, de Minas Gerais, perguntou ao ministro Paulo Guedes (Economia) o que os parlamentares deveriam fazer para dar exemplo e se responsabilizar pelos gastos em seus gabinetes na Câmara?
Líder de despesas com a cota parlamentar dentro da bancada do Novo, Gonzalez tem em sua prestação de contas a compra de bilhetes aéreos para uma assessora, a mesma que usou transporte por aplicativo pago pela Câmara, em um domingo, para ir a um shopping de Brasília.
Cada deputado tem direito a uma cota para cobrir custos com passagens de avião, transporte terrestre, combustíveis, divulgação da atividade parlamentar e consultorias, entre outros. O valor varia conforme o estado do parlamentar.
Em média, Gonzalez gastou cerca de R$ 18 mil por mês -próximo à média de bancadas de partidos mais antigos na Câmara. Os 27 deputados do DEM tiveram uma despesa média de R$ 20 mil no mesmo período -muitos deles usaram bem menos da cota. O gasto médio no PP foi de R$ 23 mil.
“Auxílio moradia, combustível e paletó não têm espaço em um governo Novo. A gente entende que dinheiro público deve ser usado em benefício do cidadão, não para sustentar mordomias e privilégios de políticos e funcionários públicos de alto escalão”, disse, durante a campanha eleitoral, o então candidato à Presidência pelo partido, João Amoêdo.
Alexis Fonteyne (SP) foi eleito deputado federal pelo Novo. Ao chegar a Brasília, não abriu mão da ajuda de custo para moradia, financiada com dinheiro público. Foi o único a fazer isso na bancada do partido.
“No processo seletivo [para ser candidato do Novo], na entrevista, quando fui perguntado se estava disposto a abrir mão dos privilégios, falei que com certeza. Vou pegar passagens aéreas, porque minha família mora em Campinas. Minimamente, para ser deputado federal, eu quero voltar e ver minha família e também porque eu não tenho casa em Brasília”, disse Fonteyne, em vídeo em rede social para prestar contas.
Em três meses de legislatura, ele gastou R$ 28 mil em bilhetes aéreos, inclusive para assessores. Para uma mesma corrida com aplicativos de transporte, o deputado do Novo pediu reembolso à Câmara duas vezes: uma com gorjeta e outra sem gorjeta ao motorista. Em fevereiro, cinco corridas viraram dez. Um custo extra de R$ 200.
“Temos que olhar a grande fotografia, senão a gente estabelece dentro do partido uma Gestapo, uma polícia paralela”, comentou no vídeo de maio.
Integrante do conselho de ética da Câmara, Gilson Marques (SC) desembolsou R$ 800 mensais no que seria a Assinatura de Publicações da empresa “Gazeta da Tarde”, de Campina Grande, Paraíba. O dono da empresa é um estudante que escreve para um site, Portal Libertarianismo, com ideias alinhadas à do partido.
Em março e abril, o pagamento foi feito com duas notas fiscais diferentes, mas emitidas no mesmo dia e com uma diferença de apenas nove minutos entre elas. No documento, consta que o serviço prestado pela Gazeta foi de assessoria ou consultoria.
Em média, cada deputado do Novo gastou R$ 7,3 mil por mês. É um valor abaixo do registrado pelos demais partidos da Câmara. A análise das despesas, porém, mostra que, nos gabinetes, a prática é diferente do pregado durante a busca por votos nas eleições de outubro.
O salário de um deputado é R$ 33,7 mil. A remuneração de um assessor parlamentar pode chegar a R$ 15 mil. O auxílio-moradia é de até R$ 4,2 mil e não entra na cota parlamentar.
OUTRO LADO
A Folha de S.Paulo procurou os cinco deputados do partido Novo com gastos que divergem, em algum ponto, do discurso do partido.
Três deles responderam. Lucas Gonzalez (MG) diz não ver os “gastos indicados como privilégios, mas sim como uso da cota dentro dos limites da lei, do partido e por nós estabelecidos.”
Sobre as despesas da assessora, afirmou que ela utiliza o aplicativo na maior parte do tempo em que ambos precisam. “Inclusive com o meu cartão, e tem total liberdade para utilizar em nossas agendas, reuniões e compromissos desde que não ultrapassados os limites de gastos.”
Os valores elevados com alguns trajetos são atribuídos ao fato de a assessora ter se mudado para Brasília e residido no Gama, cidade-satélite do Distrito Federal. “Reitero que os gastos altos de aplicativos não ocorrem mais.”
Gonzalez não se manifestou sobre o reembolso do gasto da assessora para ir a um shopping de Brasília, em um domingo. Ele afirma ser um dos primeiros gabinetes a ter uma consultoria de compliance [cumprimento de normas] e a pagar uma consultoria técnica de gestão e resultados e uma empresa responsável pela comunicação do gabinete.
“Quanto às passagens, a soma que é indicada pela Câmara agrega valores de passagens já voadas e outras futuras, optamos por efetuar a compra de certas passagens com antecedência para aproveitar melhor os preços.”
Em nota, Vinicius Poit (SP) diz que somente as suas passagens aéreas são reembolsadas, mas não as dos assessores.
“Sempre prezamos pela compra das passagens nas tarifas mais baratas, nos horários mais baratos, por isso, somos um dos gabinetes que menos gasta com passagens aéreas. Também nos programamos para comprar as passagens com antecedência, por respeito ao dinheiro público.”
O aluguel do coworking, diz o parlamentar, ocorre porque três de seus assessores parlamentares ficam em São Paulo.
Gilson Marques (SC) afirma que os gastos com a “Gazeta da Tarde” referem-se a “serviços prestados de produção de conteúdo para o gabinete do deputado, desde o início do mandato.”
Segundo o deputado, as duas notas citadas referem-se aos serviços prestados em fevereiro e março.
“A escolha levou em conta o custo-benefício e o alinhamento ideológico, já que estão alinhados com as ideias do partido Novo. Critérios geográficos não foram considerados, pois o serviço prestado é totalmente online”, indica o comunicado.
O parlamentar nega que o contrato seja uma forma de financiamento ao portal citado e “configura-se tão somente como prestação de serviços específicos e qualificados.”
Da FOLHAPRESS


Presidente do PSL usa empresas que vendem nota fiscal para justificar gastos

bolsonaro

 
oto: Reprodução / camara.leg.br
Presidente nacional do PSL, partido de Jair Bolsonaro, o deputado federal Luciano Bivar (PE) apresentou à Câmara e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) notas fiscais de duas empresas que negociam a venda desse tipo de documento.

A primeira empresa, ML Serviços de Comunicação, pertence a uma assessora de Luciano Bivar e foi destinatária de R$ 50 mil de verbas da Câmara de 2017 a abril deste ano.

Filiada ao PSL desde 2013, a proprietária, Marta Patrícia Heitor Lemos, confirma ter fornecido as notas relativas a 2017 e 2018 sem ter prestado os serviços, que teriam sido feitos, na verdade, por uma outra assessora que não tinha empresa em seu nome.

Ela afirma que, anteriormente, a jornalista Maria das Graças de Lima, que morreu neste ano, era a responsável pela assessoria de imprensa do político.

“Ela não tinha empresa. Desta forma, eu passava a nota e ela pagava o imposto”, diz Marta Lemos, que afirma ter começado a trabalhar diretamente para o gabinete de Bivar apenas em fevereiro deste ano.

A Folha de S.Paulo também teve acesso a uma conversa telefônica gravada em que ela negocia a venda de uma nota fiscal de sua empresa a uma pessoa que se passava por assessor de um deputado federal, mediante comissão de 25% a 30% do valor do documento. O negócio não chegou a ser fechado. Marta confirmou essas negociações e, questionada pela reportagem, disse ter se arrependido.

Em anos anteriores, a ML figura como prestadora de serviços de assessoria de comunicação à fundação de estudos e atividades de militância do PSL nacional, com notas mensais no valor de R$ 2.500.

Em 2014, a empresa emitiu notas nos valores de R$ 6.868,76 e R$ 5.000 para organizar seminários sobre as eleições daquele ano nas cidades de Recife e Petrolina.

É relacionada a essa associação do partido que surge o nome da segunda empresa, a Associação Pró Esporte e Cultural, também de propriedade de uma filiada ao PSL, Giselle Miller do Amaral, que foi candidata a deputada estadual pelo partido em 2014.

A Pró Esporte aparece na prestação de contas do PSL nacional como tendo realizado um seminário preparatório às eleições no Rio de Janeiro, em 2014, ao custo de R$ 15 mil.

A Folha de S.Paulo também obteve acesso à troca de mensagens entre a dona da empresa e uma pessoa que se passou por assessor de um deputado federal e que adquiriu, mediante comissão, uma nota fiscal fria da Pró Esporte com valor de face de R$ 8.000.

O serviço descrito na nota, que jamais existiu, é a realização de seminário sobre participação das mulheres nas eleições de 2020.

Nessas conversas, Giselle indica ter fornecido notas frias a Bivar e afirma que sua candidatura em 2014 foi de fachada, apenas para cumprir a cota mínima de candidatas mulheres.

Essas notas da fundação foram entregues pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral nas prestações de contas anuais da legenda, como comprovantes do uso que a sigla fez do fundo partidário, o dinheiro público destinado às legendas.

De acordo com técnicos da Câmara ouvidos pela reportagem, apresentar à Casa uma nota fiscal que não corresponde à realidade configura, em tese, crime de falsidade ideológica, com pena de um a cinco anos de prisão.

Luciano Bivar é fundador do PSL e é tratado como dono da sigla, considerada nanica até o ingresso de Jair Bolsonaro e seus aliados, no início de 2018.

O partido recebeu até 2018 cerca de R$ 7 milhões ao ano de fundo partidário, mas, com a onda que elegeu Bolsonaro, passará a ter direito, a partir deste ano, a mais de R$ 100 milhões ao ano — a distribuição do fundo entre os partidos é calculada com base nos votos obtidos por seus candidatos a deputado federal.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a atividade partidária de Bivar — que foi candidato a presidente da República em 2006, tendo obtido apenas 0,06% dos votos — se mistura em alguns pontos com suas atividades empresariais. Dirigentes da sigla são ligados a empresas ligadas a ele. Bivar declarou em 2018 bens no valor de R$ 18 milhões.

A Folha de S.Paulo também mostrou em fevereiro que seu grupo político criou candidatas laranjas em Pernambuco que receberam mais de R$ 600 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018.

O caso é similar ao revelado pela Folha de S.Paulo em Minas Gerais, cujo diretório do PSL era comandado à época pelo atual ministro de Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio. Os políticos negam irregularidade. Os dois casos são investigados pela Polícia Federal.

OUTRO LADO

Luciano Bivar disse que todos os serviços foram prestados e que Marta trabalha para o partido e seu gabinete há alguns anos.

“Então não era ela que dava o serviço profissional? Então vou ter que despedi-la. Como é que ela fazia isso, meu Deus do céu? Se ela que prestava o serviço, falava comigo, mandava as notas dela e ela não prestava o serviço? O que ela fazia, então?”, disse o dirigente, se referindo à afirmação da assessora de que o trabalho era prestado por outra jornalista.

“Se ela fez essa confissão, ela é uma proxeneta [intermediária de casos amorosos] da Graça, então”.

Segundo o dirigente, Marta prestava serviço de assessoria de imprensa.

“Hoje, por exemplo, vou fazer visita em tal lugar. Ela pede umas fotos, pede umas coisas. Ela divulga na imprensa, ela me transmite o que saiu na Folha de S.Paulo, o que saiu no blog de não sei quem. Ela me põe a par de tudo. É uma assessoria de imprensa, entendeu?”.

Marta Lemos afirmou que desde fevereiro presta serviços de assessoria de imprensa a Bivar, divulgando seu trabalho legislativo na imprensa de Pernambuco e fazendo o acompanhamento das notícias que dizem respeito ao deputado. Ela disse receber R$ 7.000 mensalmente e que trabalha em casa, no bairro do Fundão, na zona norte do Recife.

A jornalista afirma que não precisa de uma grande estrutura para trabalhar e diz que todos os meses entrega a clipagem, conjunto de matérias publicadas na imprensa sobre o cliente, no escritório de Luciano Bivar no Recife.

Ela já prestou serviços de comunicação para o PSL e também para o plano de saúde Excelsior, pertencente a Luciano Bivar.

A ML tem endereço no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. “Não há nenhuma ilegalidade. Temos contador e endereço. Uso uma sala lá para fazer reuniões quando necessário. Basta ir lá”, disse.

A Folha de S.Paulo esteve no local, que funciona como um espaço de trabalho compartilhado, e confirmou com funcionários que Marta realiza encontros profissionais em uma das salas.

A reportagem não localizou Giselle nos endereços que constam em suas notas fiscais. Por telefone, ela não quis responder a perguntas sobre a ligação da sua empresa com o PSL e, dizendo que não responderia a nenhuma pergunta, encerrou a ligação antes que fosse questionada sobre a venda da nota fiscal.

CONHEÇA BIVAR

Quem é

Deputado federal por PE e presidente nacional do PSL. Tem 73 anos e é também empresário

Chefia do PSL

Bivar comanda a sigla desde 1998 (o partido foi criado em 1994), com algumas licenças temporárias — como na eleição de 2018

Candidato à Presidência

Foi o primeiro candidato ao Planalto pelo partido, em 2006. Obteve apenas 0,06% dos votos

Esporte

Bivar foi cartola de futebol. Em 2013, confessou que, na função de presidente do Sport Club do Recife, em 2001, pagou propina a dirigentes da CBF para assegurar a convocação de um jogador

Laranjas

A Folha de S.Paulo mostrou em fevereiro que seu grupo político criou candidatas laranjas em Pernambuco que receberam mais de R$ 600 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018


Em entrevista na prisão, Lula diz que Brasil é ‘governado por um bando de maluco’

lula_entrevista_26_04_2019Do Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista aos jornais Folha de S.Paulo e El País, concedida nesta sexta-feira, 26, e publicada nos sites das duas publicações, que o Brasil precisa fazer uma autocrítica e tem sido governado “por um bando de maluco”. Ele agradeceu ainda a solidariedade do vice-presidente Hamilton Mourão quando da morte de seu neto, Arthur.

Esta é a primeira entrevista que o ex-presidente concede depois da prisão, em 7 de abril do ano passado. “Vamos fazer uma autocrítica geral neste País. O que não pode é este País estar governado por esse bando de maluco que governa o País. O País não merece isso, e sobretudo o povo não merece isso”, disse o ex-presidente.

Segundo o relato do jornal, os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas tiveram de ficar a quatro metros do ex-presidente. Lula respondeu às perguntas diante de uma mesa, da qual os entrevistadores não podiam se aproximar. A Polícia Federal informou aos presentes que a medida era o cumprimento de um protocolo de segurança comum a todos os presos.


Fachin dá 72 horas para AGU se manifestar sobre blindagem a procuradores

Fachin dá 72 horas para AGU se manifestar sobre blindagem a procuradores | Carlos Moura l SCO l STFO ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestar sobre a ação em que Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) aponta abuso de poder por parte do presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, e busca blindar procuradores de medidas na investigação sobre ameaças e disseminação de fake news contra integrantes da Corte e seus familiares.

“Ouça-se, com a urgência que o caso requer, o representante judicial da pessoa jurídica de direito público, Advocacia-Geral da União, no prazo de 72 (setenta e duas) horas”, determinou Fachin.

Dentro da Procuradoria-Geral da República (PGR), há o temor de que procuradores entrem na mira da investigação do STF.

Na ação proposta pela ANPR, é afirmado que o inquérito criado por Toffoli em 14 de março “não possui delimitações, sendo ilegalmente genérico e amplo”, tampouco aponta quem são os investigados.

“O presidente do STF, de ofício e em um só ato, instaurou Inquérito Criminal em claro abuso de poder, pois o Supremo Tribunal Federal não pode se confundir com órgão investigador, em vista do princípio acusatório”, disse a manifestação, assinada pelo advogado Daniel Meirelles Ferreira.(A Tarde)


Osni é um dos mais atuante deputado na ALBA

osni_albaO deputado estadual Osni Cardoso(PT) protocolou  23 propostas na Assembléia Legislativa da Bahia-ALBA em  50 dias de mandato, ganhando destaque como o segundo deputado em exercício que mais produziu nesse período.

Entre as solicitações encaminhadas, estão a continuação do Projeto Escolas Culturais, perfuração de poço artesiano e instalação de bomba no Sistema de Abastecimento de Água de Pedra Furada em Água Fria, recuperação total da BA-400 no trecho que liga os municípios de Lamarão e Água Fria e celeridade na ampliação do programa de universalização aos serviços de telecomunicações.

Para Serrinha, pedimos a pavimentação da via que liga a BA-409 à comunidade de Subaé, implantação de uma lavanderia pública de uso comunitário no CSU, reforma e ampliação da quadra poliesportiva do Colégio Rubem Nogueira e instalação de Delegacia da Mulher.

Pleiteamos ainda a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Mar. Durante o mês de fevereiro participamos, com o Instituto Redemar, da campanha ‘O Mar Não Está Para Plástico’, de conscientização de banhistas e coleta de resíduos sólidos nas praias de Salvador. Na Alba, iniciamos conversas para implantar o Parlamento Verde, programa que institui políticas ambientais internas.

Em audiências nas secretarias de Infraestrutura e de Administração, reformçamos a necessidade de duplicação da Avenida Araci, em Serrinha, e da ampliação do Ponto Cidadão para um unidade da rede SAC, ampliando os serviços prestados para o município e região. Na Secretaria de Saúde, tratamos da regionalização dos serviços no Território do Sisal e destacamos a urgência na construção da Policlínica na região, obra assegurada pelo governador Rui Costa.

Já na Companhia de Ação Regional (CAR/SDR), ressaltamos a importância da reestruturação da cadeia produtiva do Sisal, do recaatingamento no semiárido baiano e um projeto que incentive a plantação de moringa e algaroba. Ampliação do acesso de rede de fibra óptica e aquisição de novos tratores foram pautas apresentadas à Secretaria de Relações Institucionais (Serin).


Eleitores de cinco cidades voltam às urnas neste domingo

eleicoesMais de dois anos após votarem para prefeito nas eleições regulares, os eleitores de cinco cidades brasileiras terão de voltar às urnas amanhã (17) para novamente escolher os mandatários de seus municípios.

São elas: Cajamar, Lagoinha e Macaubal, em São Paulo; Piên, na região metropolitana de Curitiba; e Cabedelo, município da região metropolitana de João Pessoa.

As eleições suplementares ocorrem devido à cassação ou à rejeição tardia do registro de candidatura dos eleitos, conforme explicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na legislação.

No caso de Cajamar, cidade com 57 mil eleitores, a prefeita originalmente eleita, Ana Paula Polotto Ribas (PSB), e sua vice Dalete de Oliveira tiveram os mandatos cassados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016.

Elas foram condenadas por se beneficiar com a realização de obras de pavimentação em dezenas de ruas da cidade nos meses que antecederam a votação. Após sucessivos recursos, o processo que resultou na cassação da prefeita e da vice somente foi finalizado no plenário do TSE em novembro do ano passado.

No caso de Cabedelo, no litoral da Paraíba, com 47 mil eleitores, a nova votação foi convocada após Leto Viana (PRP), eleito em 2016, ter sido afastado pela Câmara de Vereadores e posteriormente renunciar ao cargo, em outubro do ano passado, após ser preso pela Polícia Federal numa operação de combate à corrupção. (Agência Brasil)