Em Salvador, prefeitos reivindicam ações para o enfrentamento do óleo no litoral baiano

reuniao-entre-prefeitos-representantes-de-consorcios-publicos-e-do-governo-do-estado-1Durante uma reunião nesta quarta-feira, 13, com o secretário de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira da Silva e integrantes de outros departamentos do Estado, prefeitos e representantes dos consórcios públicos das regiões Sul, Baixo Sul e Extremo Sul, entregaram um documento dirigido ao Governador Rui Costa, solicitando a definição de papéis e responsabilidades, através de ações conjuntas para o enfrentamento ao óleo nas praias, manguezais e estuários do litoral.

A iniciativa deve-se a uma série de ações que estão sendo realizadas pelos municípios para a limpeza e remoção do óleo nas praias. Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, Aurelino Cunha, o ente público mais próximo da população não dispõe de capacidade financeira, técnica e de pessoal para fazer frente aos desafios impostos pelo desastre ambiental.

“É consenso das partes que é preciso agir mais e fazer mais. Os municípios não podem ficar com ônus deste desastre, cujas suas proporções de alcance nos é desconhecido. Se do ponto de vista legal a União tem responsabilidade objetiva e obrigação de agir, precisando atuar em escala bem maior do que ora vem atuando. À proporção que o desastre ambiental vem proporcionando, seja em extensão e recorrência exige ações rápidas, firmes e compartilhadas. Nesse sentindo, vamos continuar exigindo mais atitude da União e do Estado”, destacou Lero Cunha.

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Amurc e Consórcios se reúnem com o Governador Rui Costa sobre desastre do óleo

reuniao-em-itubera-sobre-as-manchas-de-oleoRepresentantes dos Consórcios, do Baixo Sul e Litoral Sul, juntamente com a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia, estarão se reunindo nos próximos dias do mês de novembro, com o governador do Estado, Rui Costa, para tratar de demandas emergenciais dos municípios afetados pelas manchas de óleo.

A iniciativa foi sugerida pelo Prefeito de Igrapiúna, Leandro Ramos e presidente do Ciapra, durante uma reunião do Comitê Operacional da Mancha de Óleo do Baixo Sul, realizada nesta segunda-feira (4), em Ituberá. Leandro afirmou ser necessário que cada ente federado assuma suas responsabilidades com mais celeridade. “Não é possível que apenas a parte mais fraca – os municípios – tenha que assumir “sozinha” a conta de um desastre dessa magnitude”, disse Leandro.

O Presidente do Ciapra apresentou a proposta em conjunto com o secretário executivo da Amurc e do CDS-LS, Luciano Veiga, também presente à reunião, e destacou que o governador precisa se posicionar junto aos municípios do Baixo Sul, Sul e Extremo Sul, assim como foi conduzido com as cidades do Litoral Norte do Estado. “Precisamos sentar com o governador e cobrar soluções imediatas de apoio aos prefeitos da nossa região. Temos que cobrar; não podemos assumir sozinhos essa conta”, finalizou Leandro Ramos.

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Instituições definem ações para os municípios afetados pelo óleo no Sul e Baixo Sul Baiano

reuniao-dcom-instituicoes-e-representantes-municipais-sobre-medidas-adotadas-diante-do-aparecimento-de-oleo-nas-praias-do-sul-e-baixo-sul-baianoRepresentantes do Poder Público Municipal – prefeitos e secretários de agricultura e meio ambiente, e Estadual – Sudec, Inema e Ibama estiveram reunidos nesta terça-feira, 29, na sede da Amurc, para definir medidas a serem adotadas pelos municípios afetados com as manchas de óleo, a partir do decreto de emergência que será emitido pelo Governo do Estado. A ação conjunta é coordenada pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc e os consórcios, Litoral Sul, Mata Atlântica – Cima e Ciapra – Baixo Sul.

Segundo o Superintendente de Proteção e Defesa Civil da Bahia, Paulo Sergio Menezes, até esta quarta-feira, 30, está prevista a publicação do decreto de situação emergência pelo Governo do Estado da Bahia, visando atender todos os municípios do Sul e Baixo Sul da Bahia, banhados pelo mar e que foram atingidos pelo óleo.

“Esse decreto vai possibilitar ações mais rápidas para promover o restabelecimento da normalidade das praias afetadas pelo óleo. Possibilita a aquisição de materiais de proteção individuais, como EPI e ferramentas para a coleta de material, além da contratação de mão de obra temporária para que possa atuar na limpeza dessas praias que estejam afetadas”, destacou Paulo.

Dentre outras ações, o secretário executivo da Amurc e do Consórcio Litoral Sul, Luciano Veiga, declarou que estará orientando os municípios na elaboração do decreto de emergência. Outra demanda apontada foi a necessidade de um ponto de coleta equipado para o destino do material retirado das praias e o aumento do contingente de profissionais preparados para atuação nas praias.

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UFBA cria técnica para usar resíduos de óleo em mistura para asfalto

Resultado de imagem para ufba da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estão tentando minimizar os efeitos negativos do óleo recolhido nas praias do litoral do Nordeste.

Eles criaram uma técnica que transforma o óleo em um tipo de carvão granulado, que pode ser usado como mistura para asfalto e blocos de construção, como explica a professora Zenis Novais.

Segundo a professora, o projeto de compostagem adiciona álcool, etanol e acetona no óleo achado nas praias e que, para fazer a mistura, é usada uma betoneira.
O governador da Bahia, Rui Costa, informou que todo o material que for recolhido nas praias do estado será processado e reciclado por uma empresa especializada.

Origem desconhecida
Já foram recolhidas mais de 900 toneladas de petróleo cru em todo o litoral nordestino. Mais de 2 mil quilômetros de costa foram poluídos com o material, que também atingiu mangues e corais.

Os primeiros registros de manchas de óleo nas praias da Região Nordeste são do dia 30 de agosto deste ano. Ainda não há certeza sobre a origem do vazamento.

Atualmente, mais de 200 localidades litorâneas registram presença de óleo cru. De acordo com o governo da Bahia, novas manchas apareceram nesta terça-feira (22) no litoral sul do estado.


Grupo composto por Inema e Sema discute ações para conter óleo no litoral baiano

Limpeza das praias e instalação de barreiras de proteção, evitando o avanço de óleo principalmente em áreas de manguezais e estuários. Essas são algumas das ações discutidas pelo Comando Unificado de Incidentes, nesta sexta-feira (11), em resposta às manchas de óleo que chegam ao litoral baiano desde o último dia 4.

A criação do grupo é resultado de encontro promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

“As equipes técnicas da Sema e do Inema estão acompanhando as ações de mitigação dos danos ambientais, com sobrevoos para identificação de áreas afetadas, resgate de animais atingidos e fornecimento de equipamentos para os colaboradores das limpezas das praias oleadas. A criação deste comando unificado se dá no intuito de juntarmos esforços e potencializarmos nossas ações”, afirmou o secretário da Sema, João Carlos.

A proposta do grupo é que as medidas sejam adotadas de forma estratégica, com diversas frentes de ação, incluindo orientação técnica especializada para limpeza dos corais; apoio intensivo aos municípios com menor capacidade de investimento humano e material; estudo para identificar a origem e deslocamento das manchas de óleo; fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas; além de alinhamento sobre o destino adequado do material coletado nas praias.


Organizações brasileiras defendem reativação da Secretaria de Meio Ambiente em Ilhéus

Mais de 150 organizações socioambientalistas de todo o Brasil subscrevem um manifesto já entregue ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, nesta quarta-feira (25), onde explicitam os motivos pelos quais defendem uma gestão independente do Meio Ambiente no município, conhecido como um dos principais hotspots da Mata Atlântica no Brasil.

Desde a reforma administrativa ocorrida em maio, a pasta passou a ser gerida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, o que gera conflito na defesa das particularidades do meio ambiente. O documento pode ser lido na íntegra em www.nossailheus.org.br

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Cidades brasileiras participam de mobilização mundial pelo clima

 Ato da Greve Global pelo Clima na Avenida Paulista.A poucos dias da Cúpula pelo Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para a próxima segunda-feira (23), em Nova York, uma mobilização mundial chamada Greve Global pelo Clima ocorreu em mais de 150 países, nesta sexta-feira (20), para chamar a atenção para mudanças climáticas. No Brasil, também houve manifestações.

Em São Paulo, a mobilização começou por volta das 16h, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.

Por volta das 17h30, o sentido Consolação da Avenida Paulista foi tomado pelos manifestantes, a maior parte deles jovens, que exigiam ações concretas para frear as emissões de gases causadores do efeito estufa e de combate ao aquecimento global. Os jovens seguravam cartazes com frases como Matar a Mata nos Mata; Em Defesa da Amazônia; Nao Mude o Clima Mude o Sistema; Emergência Climática; Amo a Natureza. Havia também algumas bandeiras de centrais sindicais e de movimentos ambientais. Muitos secretários de governo, deputados e vereadores de SP foram ao ato.

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Comitê de Bacias do Leste ganha capacitação sobre questões socioambientais

capacitacao-do-comite-de-bacias-do-leste-1O Comitê de Bacias Hidrográficas do Leste participou de uma capacitação nesta terça (10) e quarta-feira (11), em Itabuna, promovida pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Inema, através do Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas – Procomitês. O encontro reuniu representantes de diversas instituições que fazem parte do comitê, com o objetivo de refletir sobre as questões socioambientais e o que pode ser desenvolvido nesse sentido.

A capacitação acontece em todo o estado da Bahia, envolvendo os 13 Comitês de Bacias Hidrográficas, e é de responsabilidade da coordenação de desenvolvimento social do Inema. De acordo com a educadora ambiental da Diretoria de Unidade de Conservação do Instituto de Ambiente do Estado, Maria Cristina Tita Vieira, a ideia é pensar de que forma articular os colegiados, os territórios de identidade, as instituições, as Ongs, os grupos e as pessoas, em prol de um objetivo em comum, que é a questão das águas, os rios.

“Nós temos um território de planejamento de bacia hidrográfica que são quatro rios, e vários municípios. Então, precisamos ver o que está acontecendo com esses rios e verificar de que forma, cada um, dentro do seu espaço e uma corresponsabilidade da própria comunidade. Por que é um bem comum e que precisa ser bem cuidado”.

Para o presidente do CBHL, Anderson Alves Santos, a capacitação é importante pois traz ao Comitê o conhecimento e uma capacidade de ter um maior contato, primeiro com a legislação e com fatos técnicos, que são necessários a gestão do Comitê. “Apesar de ter muita disponibilidade de alguns membros, a gente percebe que há uma carência de conhecimento um pouco mais técnico e operacional de como efetivamente funciona o comitê”.

Importância

O Comitê de Bacias é uma instância colegiada formada por representantes dos poderes públicos (municipal, estadual e federal), da sociedade civil e dos usuários da água (dos setores de irrigação, abastecimento humano, energia elétrica, navegação, lazer, turismo e pesca), também conhecida como Parlamento das Águas, com a competência de promover a gestão participativa das águas.


Protesto contra desmatamento na Amazônia reúne ativistas e artistas

Manifestantes se reuniram na tarde de hoje (25) na Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para pedir o combate ao desmatamento e às queimadas na Floresta Amazônica.

O ato contou com a presença de organizações não-governamentais, ativistas, políticos e artistas como os cantores Caetano Veloso, Criolo e Tereza Cristina. O protesto percorreu a pista da Avenida Vieira Souto junto à orla, em direção ao Jardim de Alah.

Os manifestantes cantaram clássicos da música popular brasileira e ergueram cartazes com dizeres como “Não queimem o nosso futuro” e “A Amazônia não aguenta mais”.

Entre os manifestantes havia crianças, idosos, jovens e adultos, e o ato transcorreu com tranquilidade. Não houve impacto no trânsito, já que a pista da Avenida Vieira Souto é fechada como espaço de lazer todos os domingos.

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Idec participa da Semana do Clima da ONU

Entre 19 e 23 de agosto, o Idec, ONG de Defesa do Consumidor, participa da Semana do Clima da América Latina e Caribe (Climate Week), que ocorre em Salvador, na Bahia. O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) destinada à implementação do Acordo de Paris, o pacto global de combate às mudanças climáticas. Trata-se de um dos encontros regionais que antecedem a reunião do clima da ONU, a COP-25, que será em dezembro, no Chile.

Nos dois primeiros dias (19 e 20), o evento será fechado, voltado para questões técnicas. Já nas datas seguintes (21, 22 e 23), ocorrerão os debates temáticos  e as atividades serão abertas ao público. Entre os assuntos discutidos nos dias técnico estão o fim da miséria; igualdade de gênero; mobilidade urbana, no contexto de cidades e comunidades sustentáveis; e energia limpa e acessível. Já nos dias abertos o foco estará em créditos de carbono, mercado e desenvolvimento sustentável na América Latina e Caribe, e transição para uma economia de baixo carbono.

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