Programa Primeiro Emprego busca jovens no interior da Bahia

Através do programa Primeiro Emprego, o Governo do Estado está dando a oportunidade de diversos jovens entrarem para o mercado de trabalho. Aqueles que se formaram na rede estadual de Educação Profissional desde 2015 e obtiveram as melhores notas foram classificados em um ranking feito pela Secretaria da Educação do Estado.

Após a classificação por ordem de desempenho escolar, a coordenação do programa está buscando os jovens em diversos municípios para que eles possam ser encaminhados para seus postos de trabalho. Confira abaixo a lista dos convocados que devem comparecer ao posto do Sinebahia mais próximo a seu município, portando RG, Carteira de Trabalho e Comprovante de Residência.

A meta do programa é oferecer o primeiro emprego para nove mil jovens oriundos da rede estadual de Educação Profissional. São 4.500 vagas entre novembro de 2016 a novembro de 2017, e outras 4.500 entre novembro de 2017 e novembro de 2018, no setor público. A oportunidade pode surgir em secretarias e órgãos do governo estadual, ou ainda empresas públicas e privadas, parceiras do programa. Para mais informações, acesse o site do Primeiro Emprego.


Jovens buscam alternativas de geração de renda na Bahia

Grupo de moradores da comunidade erm evento de capacitação. (Foto: FASE / Bahia)Jovens agricultores familiares da comunidade Rio do Braço, em Mutuípe, na Bahia, estão desenvolvendo atividades de geração de renda e construindo conhecimentos sobre práticas agroecológicas, ampliando e diversificando seus plantios e criações.

Além disso, o grupo está conhecendo outras experiências de produção, organização, comercialização e agroindustrialização protagonizadas por agricultores e agricultoras familiares em diferentes comunidades e municípios do Baixo Sul e do Vale do Jiquiriçá.

Para o educador Nadilton Andrade, essa comunidade é uma das mais organizadas da região do município, possui uma associação atuante que conta com apoio de parceiros do programa da FASE na Bahia e o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf).

“Essa mobilização possibilitou estruturar uma agroindústria comunitária que beneficia os produtos desses agricultores, agregando valor e organizando a sua comercialização”, conta.

Leia mais no Site da FASE.


Quase 15% dos jovens da OCDE não estudam nem trabalham, mostra estudo

Quase 15% dos jovens da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40 milhões, não trabalham, não estudam e não estão em formação, sendo que mais de dois terços não buscam ativamente um emprego, mostra estudo divulgado hoje (5).

Em sua oitava edição, o relatório Society at a Glance traça o panorama e a tendência dos indicadores sociais nos 35 países da organização, assim como na Argentina, no Brasil, na China, Índia, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.

A conclusão é que “a Grande Recessão provocou uma perda esmagadora de empregos, e os jovens foram particularmente atingidos”, sendo que a recuperação tem sido incapaz de devolver empregos aos jovens entre 15 e 29 anos, principalmente aos menos qualificados.

“Oito anos após o início da crise, ainda há cerca de 40 milhões de jovens sem trabalhar, sem estudar e sem estar em formação”, diz o prefácio do relatório, que alerta que essa inatividade pode gerar isolamento e afastamento da sociedade e pôr em risco a coesão social.

Segundo o estudo, quase um em cada dez empregos que até 2007 eram ocupados por jovens com menos de 30 anos perderam-se até 2014, sendo que nos países mais afetados pela crise – Espanha, Grécia e Irlanda – o número de jovens empregados diminuiu para metade no mesmo período.

Em média, 14,6% dos jovens nos países da OCDE não trabalhavam, não estudavam e não estavam em formação (Neet, na sigla em inglês) em 2015, índice que, considerando o peso dos jovens nos vários países, subia para 17%.

O percentual de jovens Neet nos países mais afetados pela recessão era particularmente alta: entre um quarto e um quinto de todos os jovens estavam sem trabalhar e sem estudar na Grécia, Itália e Espanha.

Em Portugal, onde a taxa de Neet chegou a atingir os 19% entre 2008 e 2013, a situação melhorou nos últimos anos e em 2015 estava em 15%, ainda assim acima da média anterior à crise (14%).

O rendimento bruto total que poderia ter sido gerado pelos Neet é estimado pela OCDE em US$ 360 bilhões a US$ 605 bilhões, ou 0,9% a 1,5% do Produto Interno Bruto de todos os países da OCDE juntos.

Mais de dois terços de todos os jovens Neet, o equivalente a 28 milhões, são inativos, ou seja, nem sequer estão tentando ativamente encontrar ocupação.

O estudo conclui que os Neet inativos não procuram trabalho por motivos diversos, como obrigações de assistência, problemas de saúde, dependências, assim como por não acreditar no sucesso da procura de emprego.

Em alguns países, como a Turquia, o México ou o Chile, a baixa participação feminina no mercado de trabalho leva a altas taxas de jovens Neet inativos.

O estudo mostra também que os jovens com níveis de escolaridade inferiores ao ensino secundário representam mais de 30% dos Neet e têm três vezes maior probabilidade de não trabalhar e não estudar do que os jovens com uma licenciatura.

Outro fator que influencia a probabilidade de ser Neet, particularmente numa base de longo prazo, é o gênero: as jovens têm 1,4 maior probabilidade de estar sem emprego e sem estudar do que os rapazes, o que se deve à necessidade de cuidar dos filhos. Para isso, a OCDE destaca a importância de disponibilizar creches econômicas.

Os jovens que já são desfavorecidos em outros aspectos, os que nasceram no estrangeiro e os que têm pais com baixos níveis de escolaridade também correm maior risco de serem Neet.

Embora mais da metade dos jovens numa seleção de países nunca tenham ficado sem trabalhar e sem estudar, cerca de um quinto estão nessa situação há mais de um ano.

A OCDE destaca ainda que os jovens Neet têm baixos níveis de satisfação com a vida e menos confiança no outro do que os jovens que estão empregados ou estudando, além de manifestar menos interesse na política.(Agência Lusa)


Estado inaugura Centro Juvenil de Ciência e Cultura de Itabuna

centro juv 1Os estudantes da rede estadual de ensino do município de Itabuna (355 km de Salvador), que cursam do 9° ano ao 3° do Ensino Médio, contarão agora como novas experiências de aprendizagem, no Centro Juvenil de Ciência e Cultura. A unidade, da rede estadual de ensino, será inaugura pelo Governo do Estado, nesta quarta-feira (17), às 14h. O Centro Juvenil irá funcionar em um prédio anexo ao Colégio Estadual de Itabuna, no bairro do São Caetano e vai oferecer, gratuitamente, nove oficinas criativas, que os estudantes da rede estadual no município poderão fazer no turno oposto aos quais estão regularmente matriculados.

centro juv 2A aula inaugural do Centro Juvenil será aberta ao público e inclui apresentações teatrais e musicais, aula de dança e atividades como a casa mostro, rapel, escalada, slackline e desfile da fanfarra do Colégio Estadual de Itabuna. As inscrições para as nove oficinas oferecidas continuam abertas e os interessados deverão comparecer ao Centro Juvenil, munidos de documentos como carteira de identidade (RG), CPF e comprovante de matrícula da rede estadual. Outra opção é baixar o formulário disponível no blog www.cjccitabuna.blogspot.com, preencher e entregar no Centro Juvenil juntamente com a documentação necessária. Cada estudante pode cursar até quatro oficinas em turno oposto ao da escola regular. As aulas se iniciam na próxima segunda-feira (22), das 8h às 20h, sempre de segunda a sexta.

A estrutura da unidade é composta por cinco salas ambientes: sala de leitura e produções literárias, sala de produção audiovisual, sala de transformação e reciclagem, sala de recursos e multimeios e sala de teatro e dança. Além disso, o espaço externo contém uma quadra esportiva e área recreativa. Atualmente o centro conta com 200 estudantes matriculados, distribuídos em 30 turmas.


Jornada Diocesana da Juventude e DNJ 2015

Começa nesta sexta-feira (6)  em Itabuna,  as celebrações pelo Dia Nacional da Juventude (DNJ), que serão marcadas pela realização da Jornada Diocesana da Juventude 2015 (JDJ), cuja programação se estenderá até o próximo domingo (8).

A abertura acontecerá na noite de sexta-feira, às 19 horas, com a Celebração Eucarística presidida pelo assessor eclesiástico do Setor Juventude, padre Acácio Alves, com a participação diversos padres da diocese, na Capela da Ação Fraternal de Itabuna, local do evento.

Após a Missa, os jovens peregrinos serão acolhidos por famílias itabunenses de diversas paróquias da cidade. Na manhã do sábado, a partir das 8 horas, eles passam a cumprir uma intensa programação, que inclui a participação em oficinas, workshops, momentos louvor e oração, shows musicais, palestras, plenárias e debates.

Organizada pelo Setor Juventude da Diocese de Itabuna, a JDJ está centrada no tema “Juventude Construindo uma Nova Sociedade”, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para celebração do Dia Nacional da Juventude 2015.


FTC vai apoiar à Jornada da Juventude de Itabuna

Rede FTC dará apoio à Jornada Diocesana da Juventude (26)A Rede de Ensino FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências estará apoiando a realização da Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), que será promovida pelo Setor Juventude da Diocese de Itabuna no período próximo de 06 a 08 de novembro. A iniciativa acontece em comemoração ao Dia Nacional da Juventude e deve reunir na Ação Fraternal, local do evento, aproximadamente, dois mil jovens dos 19 municípios que integram a Diocese local. O Objetivo principal, segundo os organizadores, é incentivar a juventude a refletir os desafios da construção de uma nova sociedade, assumindo o seu protagonismo num caminho de serviço à vida, à justiça e à paz.

Durante encontro do diretor geral da FTC Itabuna e do diretor de Operações da Rede FTC, Lindomar Coutinho e Cristiano Lôbo, respectivamente, com o assessor eclesiástico para o Setor Juventude da Diocese de Itabuna, padre Acácio Alves, e o vice-coordenador do Setor Juventude, Ítalo Souza, foi definida também a atuação de docentes e de estudantes de vários cursos da Faculdade em oficinas e na oferta de serviços aos participantes da Jornada.

Lindomar Coutinho falou da importância da parceria com o Setor Juventude destacando que o objetivo proposto para a Jornada se coaduna com a missão da própria Faculdade. “Nós acreditamos que, por meio da construção do conhecimento, os jovens tornam-se capazes de transformar para melhor a sociedade na qual eles estão inseridos. Portanto, não poderíamos deixar de apoiar uma iniciativa que visa, justamente, mobilizar a juventude para que ela tome, nas próprias mãos, a oportunidade de escrever uma nova história”, frisou o diretor.

O representante da Diocese de Itabuna, padre Acácio Alves, ressaltou que o apoio da Rede de Ensino FTC à realização da Jornada Diocesana da Juventude é algo extremamente relevante para que o evento aconteça. “Isso demonstra um compromisso institucional com as causas que são do interesse da coletividade. E nós estamos muito agradecidos com a parceria estabelecida. Pois, com a participação dos docentes e discentes da Faculdade, iremos oferecer oficinas temáticas para os jovens participantes da JDJ”, observou o padre.


Conferência interterritorial de Juventude no Sul da Bahia

DSC_0093A redução da maioridade penal e a violência contra a juventude negra foram temas centrais dos debates durante a abertura do encontro interterritorial do Sul da Bahia, em Itabuna, na tarde de ontem (28). O evento é uma das etapas da 3ª Conferência de Juventude e reuniu, no Centro de Cultura Adonias Filho, cerca de 200 jovens, representantes dos territórios de identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Extremo Sul e Costa do Descobrimento, além de representantes governamentais e de entidades da sociedade civil.

Os objetivos da etapa, que continua nesta terça-feira (29), é promover a participação democrática da juventude na construção de políticas públicas para o segmento e eleger os delegados que irão participar das conferências estadual e nacional.

Organizado pelo Conselho Estadual de Juventude (Cejuve) com o apoio da Secretaria de Justiça, DireitosConferen_juvent_itabuna Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), o debate contou com as colaborações do secretário da pasta, o sociólogo Geraldo Reis, da representante do Conselho, Liliane Oliveira, da superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS, Anhamona de Brito, dos representantes das secretarias de Relações Institucionais (Serim), Mary Cláudia e Souza, e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Sergio São Bernardo, e do vice-prefeito do município, Venceslau Júnior, entre outras autoridades.

“Nós vivemos uma conjuntura que não só é adversa, mas é uma pauta de retirada de direitos. A juventude já disse não à redução da maioridade penal. A juventude diz não à PEC 215, que coloca nas mãos desse congresso conservador a titulação das terras indígenas e quilombolas. A juventude diz não à PEC 216, que quer retirar o direito conquistado das mulheres de ter um atendimento de saúde seguro para realizar uma profilaxia em caso de violência sexual”, listou a representante do Conselho, Liliane Oliveira.


Assembleia Legislativa debateu os 25 anos do ECA

Os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), completados no dia 13 de julho, foram debatidos nesta terça-feira (11) em encontro presidido pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT) na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa.

A atividade, que constituiu-se em grande ato contra a redução da maioridade penal, reuniu autoridades, órgãos, entidades e movimentos sociais ligados à defesa dos Direitos das crianças e adolescentes na Bahia.

Fruto de uma ampla negociação com a sociedade civil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma norma que tornou a legislação infraconstitucional brasileira compatível com o novo paradigma introduzido pela Constituição Federal de 1998, que passou a atribuir à família, à sociedade e ao Estado a responsabilidade compartilhada de assegurar, com prioridade, os direitos fundamentais de crianças e de adolescentes.

A norma, aprovada em 13 de julho de 1990, contempla a doutrina da proteção integral e reconheceu crianças e adolescentes como titulares de direitos e não meros tutelados. Frente à importância do Estatuto, o deputado Marcelino Galo defendeu a sua efetivação e o debate sobre os avanços conquistados a partir do ECA, associada a implementação de políticas de educação e cultura que promovam e consolidem a inclusão cidadã de crianças e jovens que possam contribuir com a transformação social, econômica e cultural do Brasil. O parlamentar também criticou a tentativa do Congresso Nacional em reduzir a idade penal de 18 para 16 anos.

“Temos tradição neste país de fazermos, às vezes, as leis mais modernas e avançadas do mundo, mas depois não as implementando. Precisamos ter a capacidade e força política para implementar um estatuto tão importante como este. Sobretudo numa conjuntura como esta, em que as forças retrógradas avançam com uma proposta reacionária de condenar mais uma vez os nossos jovens. Não podemos aceitar a redução da maioridade penal, uma lei retrograda, que pune o povo mais pobre e negro deste país. Devemos unir força social e política para garantir a plena implementação do ECA com a garantia da promoção dos direitos das nossas crianças e adolescentes”, destacou Galo.

Também participaram do encontro, o deputado estadual Fábio Souto (DEM), o ouvidor geral do Estado, Yulo Oiticica, o vereador de Salvador, Gilmar Santiago, representantes do Conselho Estadual da Criança e Adolescente, da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, da Defensoria Pública, da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC) e do projeto Corra para o Abraço.


Seminário “Justiça Restaurativa” em Itabuna

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Drª Isabel Maria Oliveira Lima abordará o tema “Cultura da paz”

A Vara da Infância e Juventude de Itabuna promove na noite da próxima quarta-feira (12), das 18 às 22 horas, o seminário “Justiça Restaurativa: Um Novo Olhar para o Ato Infracional”. Destinado a pais, professores, psicólogos, assistentes sociais, estudantes de Direito, Serviço Social e Psicologia, empresários e líderes comunitários, o seminário deverá reunir cerca de 250 participantes no auditório da FTC, em Itabuna.

Na ocasião serão realizadas duas palestras. A primeira, com o tema: “As práticas restaurativas enquanto política de desjudicialização e tratamento de conflitos: os rumos de uma cultura da paz”. A palestrante, Drª. Isabel Maria Oliveira Lima, é considerada uma das maiores autoridades brasileira no assunto.

Isabel é itabunense, filha do falecido promotor de Justiça Waly Oliveira Lima. Além de magistrada aposentada, é enfermeira, professora da Universidade Católica do Salvador e professora convidada da Universidade Federal do Sul da Bahia.

A outra palestra será ministrada pelo Dr. Marcos Bandeira, juiz da Vara da Infância e Juventude de Itabuna, sobre “Justiça Restaurativa e as medidas socioeducativas em meio aberto”. Após as palestras, haverá uma mesa-redonda com a participação dos palestrantes. A entrada é gratuita.


Mortalidade de jovens e evasão escolar são desafios do ECA, dizem especialistas

Passados 25 anos da sanção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a legislação tem como principais desafios, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a ampliação de recursos a serem investidos na garantia dos diretos das crianças e dos adolescentes a fim de reverter indicadores como o de mortalidade de adolescentes entre 16 e 18 anos e o de evasão escolar de jovens no ensino médio.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o número de assassinatos de jovens adolescentes no Brasil passou de aproximadamente três, em 1990, para mais de 24 por dia no ano passado.

“Veja que o país fez uma mudança importante na proteção da vida das crianças, mas não conseguiu proteger os adolescentes, especialmente, os negros e os que vivem em comunidades populares”, frisou o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, Mário Volpi.

Situação semelhante é verificada em relação à educação das crianças e dos adolescentes. Após o início da vigência do ECA, o percentual de crianças matriculadas no ensino fundamental saltou de 80% para mais de 98%, segundo dados do Ministério da Educação, compilados pelo Unicef. No ensino médio, entretanto, cerca de 50% dos adolescentes entre 15 e 17 não estão no banco escolar.

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