As 50 cidades mais violenta do mundo; Brasil tem quase metade

fortaleza
Fortaleza no Brasil está na frente da lista das brsileiras segundo o levantamento

O Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais violentas do mundo em 2015, de acordo com um ranking internacional publicado nesta segunda-feira (25) por uma ONG mexicana. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras.

A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.

Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes.

Primeiro lugar por 4 anos seguidos, San Pedro Sula, em Honduras, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro.

Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.

Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta vez não apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades brasileiras, que estavam fora da lista de 2014, mas entraram na de 2015:  Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).

Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).

Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma em El Salvador e uma na Guatemala. Outros países com cidades na lista foram África do Sul, Estados Unidos e Jamaica.

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Conselho Eleitoral cancela segundo turno das eleições presidenciais no Haiti

Haitianos protestam em frente à Embaixada dos EUAO Conselho Eleitoral Provisório do Haiti cancelou hoje (22) o segundo turno das eleições presidenciais marcado para domingo (24). De acordo com o conselho, ainda não há uma nova data agendada para definição eleitoral no país.

A decisão ocorreu num momento em que a capital haitiana é palco de violentos confrontos entre a polícia e grupos que se opõem à realização das eleições. Os opositores afirmam que houve fraude no primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, e que a comissão independente de avaliação eleitoral – criada a pedido da oposição – concluiu ter sido “afetada por irregularidades”.

Hoje, grupos violentos bloquearam ruas no centro de Porto Príncipe. Antes, incendiarem instalações do Conselho Eleitoral Provisório em Leogane (Sul do país). Ontem (21), eles tentaram incendiar instalações do conselho em Ouanaminthe e Thomonde (Nordeste), enquanto outras, no Norte, foram incendiadas no início da semana.(Agência Brasil)


México voltou a capturar narcotraficante El Chapo

O barão da droga Joaquín Gúzman Loera, conhecido como “El Chapo”, voltou a ser capturado  na sexta-feira (8) em Sinaloa. O presidente mexicano Enrique Peña Nieto anunciou no Twitter a captura do narcotraficante, que tinha escapado de uma prisão de máxima segurança em julho.

“Missão cumprida: temo-lo”, lê-se na publicação no Twitter de Peña Nieto. “Quero informar os mexicanos que Joaquín Guzmán Loera foi detido”.

De acordo com o jornal espanhol El País, o homem mais procurado do México foi detido na sua terra natal de Los Mochis, em Sinaloa por comandos da marinha. Cinco membros da segurança de El Chapo morreram no processo de captura, seis foram detidos e um soldado ficou ferido na operação, segundo um comunicado divulgado pela marinha mexicana.


Ataques coordenados aterrorizam Paris e deixam mais de 120 mortos

Da Agência Brasil

Pelo menos 120 pessoas morreram na sexta-feira (13) em vários ataques em Paris, cerca de 100 na sala de espetáculos Bataclan, onde ocorria um concerto da banda norte-americana Eagles of Death Metal.
Ataques em Paris deixaram pelos menos 40 mortos.

As primeiras notícias informaram que houveram várias explosões perto do Estádio de França, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções francesa e alemã, e de um ataque com arma de fogo em um restaurante.

No Bataclan, os terroristas fizeram reféns, que foram libertados após uma invasão policial, quando foram mortos três terroristas.

Os ataques em Paris aconteceram em sete pontos diferentes da cidade, segundo fonte próxima do inquérito, citada pela Agência France Presse: no Estádio de França, na Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, no bar Le Carrilon, no Bataclan Concert Hall, na Belle Equipe Bar e no Les Halle.

O presidente francês, François Hollande, que estava no Estádio de França quando aconteceram os ataques, anunciou que decretou estado de emergência no país e o encerramento das fronteiras na sequência de “ataques terroristas sem precedentes”.

O governo belga decidiu estabelecer o controle de fronteiras com a França em estradas, aeroportos e estações de comboio. O governo belga convocou um centro de crise e criou um comitê ministerial para fazer as primeiras avaliações sobre os atentados de Paris.


Twitter vai demitir até 336 funcionários

Jack Dorsey, cofundador do Twitter (Foto: Divulgação)A rede social Twitter anunciou nesta terça-feira (13) que vai demitir 336 funcionários, o que corresponde a 8% de seus efetivos totais, dentro de um plano de reestruturação e economia.

Estes cortes, anunciados depois da confirmação como CEO do cofundador Jack Dorsey, custarão até US$ 20 milhões em função dos encargos trabalhistas, explicou o Twitter em um documento da bolsa.

“Tivemos de tomar esta decisão extremamente difícil: pretendemos demitir até 336 pessoas em toda a companhia. Nós vamos fazer isso com o máximo de respeito por cada uma delas”, escreveu Dorsey.(G1)


ONU prevê a chegada de 700 mil migrantes à Europa este ano

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) prevê a chegada de 700 mil migrantes e refugiados à Europa, durante este ano, antevendo que o número de chegadas deve manter-se elevado em 2016.

“A resposta do Acnur é baseada na suposição de que até 700 mil pessoas procurarão segurança e proteção internacional na Europa em 2015”, indicou a agência da ONU, em relatório divulgado hoje (1º), no qual alertou para a necessidade de mais dinheiro.

O porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, citado pela agência AFP, confirmou que estes números referem-se especificamente às pessoas que procuram refúgio na Europa através da rota do Mediterrâneo.

Neste novo apelo por dinheiro, a agência das Nações Unidas destacou o fato de que a nova previsão representa o dobro da anterior estimativa para este ano (350 mil chegadas).

Desde 1º de janeiro, foram registradas 520.957 chegadas, via Mediterrâneo, incluindo 387.520 na Grécia e 131.000 em Itália. Do total, 18% são crianças e 13% são mulheres.

No relatório, a agência da ONU defendeu uma resposta de urgência face ao atual afluxo de migrantes. Para a operação, o Acnur pediu financiamento suplementar de 70 milhões de euros. Este valor será associado ao primeiro apelo de fundos lançado no dia 8 de setembro. No total, o Acnur espera recolher 114 milhões de euros.(Agência Brasil)


Avião cai no Reino Unido e mata 7 pessoas

Um jato monoposto caiu sobre a estrada A27, no Reino Unido, durante um espetáculo aéreo e atingiu quatro veículos.

O acidente ocorreu perto do aeroporto de Brighton, no sul do país, onde estava sendo realizada a apresentação, organizada pela Royal Air Forces Association. Segundo a polícia, a queda logo após a aeronave modelo Hawker Hunter fracassar na execução de um “giro da morte”.

A A27 é uma estrada bastante movimentada da Inglaterra, com longos trechos em pista dupla. Até o momento, duas pessoas foram internadas no Royal Sussex County Hospital, uma em estado grave e outra com ferimentos leves.(A Tarde)


Meta para redução de aids no mundo é alcançada, diz Unaids

A meta de deter e reverter a propagação da aids estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foi alcançada e superada, conforme o relatório divulgado hoje (14) pela Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids). A proposta agora é acabar com a epidemia de aids até 2030.

Divulgado em Addis Abeba, capital da Etiópia, durante a 3ª Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, o relatório Como a Aids Mudou Tudo – ODM 6: 15 anos, 15 Lições de Esperança da Resposta à Aids mostra que a resposta global ao HIV evitou 30 milhões de novas infecções pelo vírus e 7,8 milhões de mortes relacionadas à doença desde 2000.

A Unaids comemorou o alcance da meta de ter chegar a 15 milhões de pessoas em tratamento antirretroviral, algo que chegou a ser considerado impossível há 15 anos. Até o ano passado, 40% de todas as pessoas vivendo com HIV tinham acesso à terapia antirretroviral, um aumento de 22 vezes ao longo dos últimos 14 anos.

O levantamento mostra que, entre 2000 e 2014, novas infecções por HIV caíram de 3,1 milhões para 2 milhões, registrando uma redução de 35%. As mortes relacionadas à aids seguiram o padrão, com redução de 41% no mesmo período.(Agencia Brasil)


Papa inicia visita de nove dias a três países latino-americanos

papaamericalatinaO papa inicia hoje (5) em Quito viagem de nove dias a três países da América Latina – o Equador, a Bolívia e o Paraguai, marcados pela desigualdade, a pobreza e a pesada herança de regimes autoritários.

De hoje ao próximo dia 13, o primeiro papa jesuíta latino-americano cumpre a viagem mais longa desde que foi eleito, em março de 2013. Ele fará, no período, 22 discursos e subirá sete vezes a bordo de um avião para percorrer 24 mil quilômetros.

A participação da Igreja Católica no debate democrático, o respeito pela identidade cultural de cada país, a proteção do ambiente e das famílias que sofrem são temas que o papa vai abordar, informou o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

Quito e Guayaquil, no Equador, La Paz e Santa Cruz, na Bolívia, Assunção e Caacupé, no Paraguai, são as cidades a serem visitadas. Apesar dos seus 78 anos, o papa não teve a menor dúvida ao escolher um programa intenso, explicou o porta-voz, Federico Lombardi.

Jorge Bergoglio, que aos 20 anos foi submetido a uma cirurgia para retirar parte de um pulmão, vai mastigar folhas de coca para contrariar o “mal das montanhas”, quando estiver em La Paz, a 3.700 metros de altitude.

O papa vai celebrar cinco missas ao ar livre, esperando-se em cada uma entre 1 e 2 milhões de pessoas. Orações e cânticos serão entoados em línguas indígenas como guarani, quechua e amaira.(Aência Brasil)


As três vitórias do governo grego

Martin Schulz / FlickrPor Jacques Sapir | Carta Maior | Tradução de Clarisse Meireles
Seja qual for o resultado da reunião do Eurogrupo, está claro que o governo grego – chamado de maneira imprópria de “governo de esquerda radical” ou “governo do Syriza”, mas na realidade um governo de união (e o fato de que essa união ter sido feita com o partido soberanista ANEL é significativo) – já obteve êxitos espetaculares. O sucesso é bom tanto para a Grécia, onde o povo recuperou sua dignidade, quanto para os outros países europeus, onde o exemplo deste governo mostra o caminho a seguir. Mas, e isto é o mais importante, este governo – na luta sem tréguas que travou contra o que eufemisticamente chamam de “instituições”, ou seja, principalmente o aparelho político-econômico da União Europeia, do Eurogrupo, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – mostrou que o “rei está nu”. Toda a estrutura, complexa e pouco transparente deste aparelho político-econômico foi desafiada a responder a uma demanda política, e se mostrou incapaz de fazê-lo. A imagem da União Europeia foi fundamentalmente alterada. Qualquer que seja o resultado das próximas reuniões, que resulte na constatação de um fracasso ou numa capitulação da Alemanha e da corrente da austeridade, ou até mesmo, o que não podemos excluir, na derrota do governo grego, o aparato político e econômico da União Europeia terá exposto abertamente sua nocividade, incompetência e ganância. Os povos dos países europeus agora sabem quem é seu pior inimigo.

A estratégia da União Europeia

O governo grego, no decurso das negociações que começaram no fim de janeiro, foi confrontado com a posição inflexível dessas “instituições”. Mas essa inflexibilidade reflete mais uma trágica falta de estratégia, e a busca de objetivos contraditórios, do que uma vontade real. De fato, compreendemos que estas “instituições” não tinham nenhuma intenção de ceder no princípio da Euro-austeridade, uma política de austeridade na escala europeia criada sob o pretexto de “salvar o euro”. Para isso, recusaram a priori as propostas do governo grego, que eram, no entanto, razoáveis, como muitos economistas apontaram. As propostas apresentadas por essas “instituições” foram descritas como o equivalente econômico da invasão do Iraque em 2003 por um colunista que não está à esquerda no espectro político. É preciso ver esta recusa como uma admissão de fracasso terrível. A posição foi defendida publicamente pelos representantes da União Europeia, mesmo que ela não tivesse nenhuma base na realidade, e que se apoiasse unicamente na mais estreita ideologia. Estes representantes foram incapazes de mudar suas posições e se aferraram em argumentos muitas vezes falsos, da mesma forma como o governo dos EUA foi irredutível sobre a questão das armas de destruição em massa atribuídas a Saddam Hussein.

Ao mesmo tempo, estas “instituições” sempre proclamaram sua vontade de manter a Grécia na Zona do Euro. É preciso compreender aqui o tamanho do paradoxo: diz-se uma coisa e se faz tudo para que o oposto ocorra. Porque, se os países do Eurogrupo realmente queriam que a Grécia permanecesse na Zona do Euro, deviam reconhecer que o país precisava de um esforço de investimento ao longo de vários anos, e que era, portanto, necessário que o Eurogrupo financiasse este plano de investimento. Assim, com dois objetivos contraditórios (a austeridade e a vontade de manter a Grécia na Zona do Euro), é muito provável que as “instituições” percam ambas as apostas. A Grécia vai sair na prática da Zona do Euro e a política de “Euro-austeridade” será posta em xeque, com consequências políticas tanto na Espanha como na Itália.

Tendo resistido firmemente às demandas das “instituições” europeias, o governo grego expõe a céu aberto a contradição da política da UE. Com sua atitude, salienta a incoerência desta política. Mas também deixa outra coisa bastante evidente: a má-formação congênita da Zona do Euro.
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