Tensão persiste em Eldorado dos Carajás, 20 anos após massacre

carajas 20 anosDa Agência Brasil

Passadas duas décadas do massacre em que 19 trabalhadores sem-terra foram mortos pela Polícia Militar, a região de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, volta a ser o centro das atenções da comunidade internacional dedicada à luta no campo e permanece uma das áreas de maior tensão no meio rural brasileiro.

Como em todos os anos, as 690 famílias sobreviventes que hoje vivem no assentamento 17 de abril participam de um ato ecumênico na curva do “S”, na BR-155, onde ocorreu o massacre. Lá, 19 castanheiras foram plantadas em homenagem às vítimas da chacina.

Este ano, juntam-se a eles dezenas de representantes de movimentos em defesa da reforma agrária que vieram de países da África, Ásia, América Latina e Europa. “Eldorado dos Carajás é um evento emblemático para a comunidade internacional que luta pela reforma agrária, que abriu nossos olhos para a necessidade de globalizar a luta”, disse Faustino Torrez, da Asociación de Trabajadores del Campo (ATC), da Nicarágua.

A grande comoção mundial gerada pela dramaticidade do massacre – no qual os legistas apontaram a ocorrência de execuções à queima roupa de camponeses, além de trabalhadores mutilados após serem perseguidos pelos policiais até as barracas nas quais acampavam à beira da estrada – levou o dia 17 de abril a se tornar o Dia Internacional de Luta no Campo.

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Relatora da ONU e autoridades visitam Serra do Padeiro

onu-serrra-13_03-2016Aconteceu no último domingo(13), a visita da Relatora Especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, a Serra do Padeiro no município de Buerarema, aos índios Tupinambá. O evento contou com a participação do ouvidor Geral do Estado Yulo Oiticica, do deputado estadual Bira Coroa e ONGs que atuam na defesa dos índios como o CIMI.

Uma reunião com diversas lideranças indígenas e autoridades foi realizada para identificar e avaliar as principais questões que enfrentam os povos indígenas no Brasil, dando seguimento às recomendações feitas em 2008 pelo Relator Especial anterior.

“Mais um avanço importante desta luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, da qual faço parte e não me canso de lutar. O reconhecimento dos desafios e das necessidades das comunidades indígenas é uma luta de todos nós, por um Brasil mais justo, igualitário e que valoriza os seus antepassados com dignidade e respeito”, frisou Yulo.

A visita antecede a Conferência Estadual de Direitos Humanos, que começou na segunda-feira (14), com o tema ‘Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade’. Na qual, debateremos de forma democrática ações de melhorias e avanços na garantia de direitos humanos.