Em nova derrota de Moro, comissão do congresso tira Coaf do ministério da justiça

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Em derrota do governo e, principalmente, do ministro Sergio Moro, a comissão do Congresso que analisa a medida provisória da reforma administrativa decidiu nesta quinta-feira (9) tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) da pasta da Justiça, transferindo-a para o Ministério da Economia.

Apesar do discurso do governo de que a permanência do órgão na Justiça era fundamental para o combate à corrupção, venceu a pressão de integrantes do centrão e da oposição. Depois de três dias de sessão, a votação foi nominal: foram 14 votos a favor da mudança e 11 contra. O governo esperava manter o conselho com Moro com ao menos 15 votos na comissão.

Criado em 1998, o Coaf é um órgão de inteligência financeira que investiga operações suspeitas. O Coaf recebe informações de setores que são obrigados por lei a informar transações suspeitas de lavagem de dinheiro, como bancos e corretoras. O conselho analisa amostras desses informes e, se detectar suspeita de crime, encaminha o caso para o Ministério Público.

Durante a crise do Mensalão, ofícios do Coaf entregues à CPI dos Correios indicaram, por exemplo, grande volume de saques em espécie por parte da SMPB, empresa de Marcos Valério, o operador que abasteceu o esquema de pagamentos a políticos da base do governo petista.

Mais recentemente, o Coaf identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 ao mesmo mês de 2017 -entraram em sua conta R$ 605 mil e saíram cerca de R$ 600 mil. A quantia foi considerada incompatível com o patrimônio do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Prazo da MP Na comissão mista do Congresso, ainda é preciso que se vote outros pontos. Foram apresentadas 31 propostas de alterações no relatório do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

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Supermercados fazem campanha para promover frutas cítricas

Uma imagem contendo xícara, mesa, comida, sentado

Descrição gerada automaticamenteNo mês de junho, a PMA (Produce Marketing Association) realiza a campanha sazonal de promoção das frutas cítricas em 15 redes de supermercados no Brasil para aumentar o consumo na época de safra.

Com apoio da Associação Brasileira de Citrus de Mesa (ABCM), o objetivo principal é instruir o consumidor e aumentar o consumo de frutas, através da experiência de sabor e variedade. Nos pontos de venda haverá degustação, distribuição de receitas e ações pontuais como encontro com produtores para conhecer o ciclo de plantio e colheita das frutas.

“O papel da PMA no Brasil é facilitar a construção de ações estratégicas com e entre seus associados, produtores e varejistas. Nosso foco é promover a alimentação saudável e aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras. Segundo números da ABCM, a venda de cítricos in natura no mercado interno gera US$1,8 bilhões, enquanto as exportações US$ 73 milhões. Já a indústria de sucos movimenta US$2,2 bilhões”, explica Giampaolo Buso, presidente do conselho PMA Brasil.

A campanha de citrus será realizada em 15 redes varejistas em todo país: rede Oba, rede S.Paulo, Walmart, Mercadorama, BIG, Hiper Bom Preço, Nacional, Todo Dia, Maxi Atacado, Sam´s Club, Sacolão da Santa, Carrefour, Mambo, Nordestão e Hortifruti Natural da Terra.


Aos 59 anos, Brasília vira metrópole e teme violência

brasiliaDa Agência Brasil

No dia em que Brasília completa 59 anos, a economista Jane Pias de Oliveira recorda-se da liberdade que tinha para brincar na cidade quando era menina (9 anos), nos primeiros anos da capital federal. “A gente ia para o zoológico de bicicleta. E sabe por onde a gente andava? Naquela faixa do meio do Eixão”, conta à reportagem da Agência Brasil.

Jane morava na quadra 712 sul, a sete quilômetros do Jardim Zoológico, e fazia com seus colegas da rua um passeio impensável para os dias atuais no Eixo Rodoviário, por causa do intenso tráfego a 80 km/h (velocidade autorizada).

Especial 59 anos de Brasília: família – a mãe Jane Pias de Oliveira, os filhos, Eduardo Pias de Oliveira e Luiz fernando de Oliveira, e os netos.

A economista nasceu em outubro de 1958, no antigo Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, o primeiro do Distrito Federal, hoje Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante. “Na minha certidão de nascimento está escrito ‘nascida em Brasília (futura capital federal)’. Eu nasci numa cidade que não existia ainda”, afirma.

O filho de Jane, o estatístico Carlos Eduardo de Oliveira Varanda (38 anos), também não esquece os passeios de bicicleta na infância. “Andava de bicicleta o Lago Norte inteiro [cerca de nove quilômetros de extensão] e não avisava à mãe”. Carlos Eduardo ainda lembra de subir em árvore, pescar no Lago Paranoá e até encontrar bichos, como pequenas cobras, que dividiam o cerrado com casas que habitavam o bairro, hoje praticamente todo urbanizado e construído. “Tinha vida de roça na cidade”, rememora.

Mãe e filho são da primeira e segunda gerações de brasilienses. Aquelas que usufruíram da cidade crianças e adolescentes até os anos 1980, e tiveram o privilégio de viver em um centro urbano ainda não densamente povoado, com pouco trânsito e seguro para as meninos e meninas brincarem livremente.

O pequeno Alexandre (3 anos), da terceira geração de brasilienses, neto de Jane e filho de Carlos Eduardo, jamais terá a liberdade que sua avó ou seu pai tiveram em tempos idos na capital.

“Se minha mãe deixar meu filho do mesmo jeito que me deixava, eu vou ficar preocupado”, admite Carlos Eduardo. “Era mais tranquilo. No trânsito a gente se deslocava rapidinho”, conta Jane que, além de criar Eduardo e mais dois filhos, ainda trabalhava em um banco e estudava na Universidade de Brasília (UnB).

“Nós tínhamos mais segurança para deixar os filhos brincarem na rua. Hoje temos que ir junto”, compara Jane. O veterinário Luís Fernando de Oliveira Varanda (34 anos), também filho dela, tem as mesmas preocupações que o irmão e entretém os seus dois filhos, também brasilienses, em brinquedotecas. “Não temos mais aquela liberdade”, afirma.

Leia Mais na Agência Brasil.


CIEE registra 120.796 novas vagas de estágio e aprendizagem no primeiro trimestre

O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE divulgou nesta terça (16) o levantamento de empregabilidade para aprendizes e estagiários do primeiro trimestre de 2019.

O número de vagas para estagiários e aprendizes no país cresceu de 107.881 no primeiro trimestre do ano passado para 120.796  no mesmo período deste ano, uma alta de 12%. “Nós somos a ponte entre os jovens e dependemos de acordos com empresas privadas e públicas para disponibilizar mais vagas” esclarece Marcelo Gallo, superintendente nacional de operações do CIEE.

O estudo também indica as média de estagiários  por empresa nas diferentes regiões do País. No Centro Oeste e no Distrito Federal  a média é de 3,06 contra 3,84 na Grande São Paulo; 3,24 no Nordeste; 3,67 no Norte; 3,71 no leste do interior paulista; e 3,38 no oeste do interior paulista.

O tempo médio que cada jovem permanece em um mesmo estágio varia entre 6,7 meses na região Centro-Oeste a 7,9 meses na Grande São Paulo, com a máxima permanência, de 9,9 meses, registrada no Nordeste.

Dentre o perfil destes jovens, destaca-se a predominância de estudantes do sexo feminino como maioria no mercado, respondendo por 65% das vagas ocupadas de estágio e 52.7% dentre aprendizes contratados.


Rio decreta estado de calamidade pública devido a chuvas

Resultado de imagem para Rio chuvasDa Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública, por causa da chuva que atinge o município desde a noite de segunda-feira (8). Com o decreto, passa a ser possível fazer contratação de serviços emergenciais de resposta à enchente sem licitação.

Caso o governo federal aceite o decreto de calamidade, o documento também facilita a transferência de recursos da União para a prefeitura fazer essas ações emergenciais.

O decreto permite ainda desapropriações e o uso de propriedade particular, no caso de iminente perigo, pela Defesa Civil e outros órgãos municipais.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, justificou a medida não apenas por causa da situação emergencial provocada pelo temporal, que provocou enchentes e deslizamentos e matou dez pessoas, mas também porque o município passa por “grave crise econômica”.

A cidade segue em estágio de crise (o mais grave de três níveis da Defesa Civil) há quase 60 horas, desde as 20h55 de segunda-feira (8). Ainda há vários pontos de alagamento, vias bloqueadas e riscos de deslizamentos. Apesar disso, segundo o sistema Alerta Rio, da prefeitura, não deve chover hoje na capital fluminense.


Bombeiros retomam buscas no Rio Moju, no Pará

ponte_cai_para_abr_060420193671Da Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros do Pará retoma hoje (7), pela manhã, as buscas no Rio Moju, na área em que parte da terceira ponte da Alça Viária desabou após uma balsa colidir com um dos pilares da estrutura. As buscas foram interrompidas ontem (6) por volta de 18h20. Uma testemunha afirmou que dois veículos de passeio teriam caído. Pelo menos cinco pessoas estão desaparecidas.

Com a ajuda da Capitania dos Portos, dez mergulhadores realizaram a varredura na área nesse sábado. Porém, não foram localizados carros nem vítimas. O governador do Pará, Helder Barbalho, e o vice-governador, Lúcio Vale, disseram que o estado continuará com as buscas pelas possíveis vítimas do acidente até que elas sejam localizadas.

Barbalho informou que serão construídas rampas (nos dois lados da ponte) para possibilitar o fluxo de balsas no local onde a ponte foi destruída. Também disse que serão recuperados ainda os portos do Arapari, em Barcarena, e o Porto Bannach, na Avenida Bernardo Sayão, no bairro do Guamá, em Belém.

O acidente (mais…)


Ex-presidente Michel Temer é preso

imagem_noticia_5O ex-presidente Michel Temer foi preso em São Paulo na manhã desta quinta-feira (21) pela força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro.

Os agentes também prenderam o ex-ministro Moreira Franco no Rio.A PF cumpre mais 10 mandados de prisão, entre eles contra o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer.

Temer falou por telefone ao jornalista Kennedy Alencar, da CBN, no momento em que havia sido preso. O ex-presidente afirmou que a prisão “é uma barbaridade”.


Frota diz que é persona non grata no Governo Bolsonaro

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O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) usou seu perfil em uma rede social para lamentar que não seja mais persona non grata no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o parlamentar, divergências de pensamento causaram a divisão dentro do próprio partido.

“Hoje, depois de 4 anos de dedicação, recebi a informação que sou persona non grata no Governo Bolsonaro por eu defender a prisão do Queiroz, que confessou rachar os salários de funcionários e por ter perdido do afastamento do senador [Flávio Bolsonaro] para ele apenas se defender”, escreveu no Twitter. Frota ainda marcou a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e Jair Bolsonaro na publicação.

O caso Queiroz, citado por ele, envolve um ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República. Queiroz recebia regularmente depósitos de colegas de gabinete em datas próximas aos dias de pagamento e também chegou a enviar 48 depósitos de R$ 2000 para o atual senador entre junho e julho de 2017.

fonte : ISTOE


Agora é oficial: Decreto do governo federal transforma CPF em Documento Único

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Com o objetivo de facilitar para o cidadão, o governo propôs que o CPF fosse implementado como documento único, sendo aceito para os mais diversos fins, sem a necessidade de algum outro documento.

O decreto que promove essa unificação foi publicado no Diário Oficial da União, na última terça-feira (12).

Contudo, todo o serviço público terá prazo de um ano para atualizar toda a sua base de dados e usar o número do CPF dos cidadãos como principal referência.

Vale destacar que esse decreto não cria um documento único. Ele apenas força o serviço público a usar o número do CPF para substituto para o RG, carteira de trabalho, Pis-Pasep, certificado de serviço militar, cadastro em programas sociais e até carteira de habilitação.

No caso desse último, contudo, o motorista ainda será obrigado a carregar a CNH enquanto dirige, sendo que esta é uma exigência legal.


ATAQUE A ESCOLA EM SUZANO

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Luiz Henrique de Castro (esquerda) e Guilherme Taucci Monteiro (direita), assassinos de Suzano

A polícia divulgou os nomes dos assassinos que mataram 8 pessoas, sendo 4 adolescentes, na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.
São eles: Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Os dois cometeram suicídio em seguida. Castro completaria 26 anos no próximo sábado.
O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13). Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola.