Sober realiza na UESC o maior evento na área da agricultura e desenvolvimento rural do país

uescEntre os dias 21 e 25 de julho, a Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober) realizará, no campus Soane Nazaré de Andrade, da Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc, (Ilhéus-BA), o seu 57º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural. O evento acadêmico é considerado o maior na área da agricultura e desenvolvimento rural do país. Este ano o congresso tem como tema: “Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento”.

Deverá articular os debates sobre agricultura, alimentação e desenvolvimento, uma vez que a fome e a desnutrição continuam afetando milhares de pessoas no mundo e, particularmente, no Brasil. Estão aprovados 600 trabalhos científicos, 65 pôsteres, mantidos seis grandes painéis que tratam do tema do Congresso, seis minicursos, palestras e 12 Sessões Organizadas (SORGs).

De acordo com o professor Lauro Mattei, presidente da Sober “a temática geral da sociedade hoje é a rediscussão do debate sobre o desenvolvimento social, regional e ambiental. Este ano estamos agregando um tema que está conectado com o debate mundial, que é a questão da segurança alimentar nutricional. A fome volta ao debate mundial impulsionada pela FAO, que está patrocinando um painel dentro do Congresso, exatamente pela sua importância”.

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Agricultura familiar baiana é destaque em feira internacional de produtos sustentáveis

rui chocolate - foto pedro moraes govba

As dezessete cooperativas da agricultura familiar da Bahia, que mostram o potencial de seus produtos na Naturaltech 2019, maior feira de produtos sustentáveis da América Latina, já contabilizaram sucesso no primeiro dia do evento, nesta quarta-feira (5), no Pavilhão Anhembi, em São Paulo. O estande Bahia Produtiva na NaturalTech 2019 é uma ação estratégica do Governo do Estado para apoiar as organizações produtivas da agricultura familiar, para que seus produtos possam ser posicionados em novos mercados, aumentar a comercialização e, consequentemente, a renda dos agricultores familiares. A feira segue até sábado (8).

A culinarista e apresentadora de TV, Bela Gil, provou e aprovou os produtos como o licuri da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), do município de Capim Grosso, a cerveja de umbu da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá, e os chocolates da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), de Ilhéus, e da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), de Ibicaraí.

“Sou muito fã da agricultura familiar da Bahia. No estande Bahia Produtiva, tem azeite de licuri, castanhas, chocolates e café, produtos maravilhosos. Acho que o Brasil precisa conhecer o potencial da Bahia, que tem o encontro de três biomas, que são essenciais para a nossa biodiversidade e são produtos de muita qualidade, muito gostosos. Então fica minha dica para procurar os produtos da agricultura familiar da Bahia”, declarou Bela Gil.

O estande, localizado na rua E-F/10-11, também recebeu a visita da especialista sênior em Desenvolvimento Rural e gerente do Bahia Produtiva, no Banco Mundial, Fátima Amazonas, que conferiu os produtos e ficou satisfeita com a qualidade apresentada pela agricultura familiar baiana: “Parabenizo o Governo da Bahia por esta iniciativa que mostra a importância do incentivo à comercialização dos produtos. Nossa expectativa é que no próximo ano novas cooperativas participem do evento, com esse apoio ao acesso a mercado”.
Fonte: Ascom/Secretaria de Desenvolvimento Rural


Rede de supermercados da Suécia decide boicotar produtos brasileiros

foto-paradiset

A rede sueca de supermercados Paradiset anunciou nesta quarta-feira (5) um boicote a todos os produtos do Brasil, em consequência da liberação recorde de novos agrotóxicos pelo governo brasileiro. Do total de 197 agrotóxicos já autorizados neste ano pelo Ministério da Agricultura, 26% são proibidos na União Europeia, em razão dos riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
“Precisamos parar (o presidente) Bolsonaro, ele é um maníaco”, disse à RFI o presidente do grupo Paradiset, Johannes Cullberg.
“Quando li na imprensa a notícia da liberação de tamanha quantidade de agrotóxicos pelo presidente Bolsonaro e a ministra (da Agricultura) Tereza Cristina, fiquei tão enfurecido que enviei um email a toda a minha equipe, com a ordem ‘boicote já ao Brasil’”, acrescentou Cullberg.
A Paradiset é a maior rede de produtos orgânicos da Escandinávia. Ela já retirou de suas prateleiras os seguintes produtos brasileiros: quatro diferentes tipos de melão, melancia, papaya, limão, manga, água de coco e duas marcas de café, além de uma barra de chocolate que contém 76% de cacau brasileiro em sua composição.


Universidade cria técnica que identifica uso de agrotóxicos em frutas

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) possibilitará, a produtores e autoridades sanitárias, identificar e mensurar o uso de agroquímicos – em especial pesticidas e fungicidas – nas frutas e legumes consumidos no país.

Segundo pesquisadores, a técnica poderá ser usada também para checar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a legislação estrangeira no que se refere a agrotóxicos.

O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG, Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, evitar “as discrepâncias entre a quantidade sugerida nos rótulos de agrotóxicos e a quantidade suficiente para que o agroquímico exerça sua função. Em geral, eles sugerem uma quantidade maior do que a necessária, com o objetivo de aumentar seus lucros”, justificou o professor.

Desenvolvida em parceria com a Louisiana State University (EUA), a técnica foi usada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do fungicida imazalil em maçãs.

“Constatamos que a substância penetra além da casca da fruta, atingindo em pouco tempo suas estruturas internas, o que pode prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que a casca seja lavada”, disse à Agência Brasil o orientador do estudo. (Agência Brasil)


Seminário vai discutir Desenvolvimento Rural e Assistência Técnica no Litoral Sul

reuniao-de-alinhamento-do-seminario-de-desenvolvimento-rural-e-assistencia-tecnicaAtendendo a uma demanda do Fórum dos Secretários de Agricultura e Meio Ambiente – Freade, será realizado no dia 18 de junho, em Itabuna, o seminário para discutir o Desenvolvimento Rural Sustentável e Assistência Técnica Rural (ATER) do Território Litoral Sul. A organização do evento foi articulada nesta terça-feira (21), na Amurc, durante uma reunião com representantes da Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc e do Programa de Apoio Institucional às Prefeituras do Território Litoral Sul – AGIR-LS.

O evento é uma realização da Instituição de Ensino Superior e da Associação de Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano, e contará com a presença das secretarias do Governo do Estado. O objetivo é envolver várias entidades e instituições do setor público numa escuta sobre a produção agrícola da região e a construção de uma proposta ampla para a assistência técnica rural.

A ideia, de acordo com o coordenador executivo da Amurc, Luciano Veiga, é construir um documento que reflita a discussão sobre a produtividade, a produção e a assistência técnica na região ao longo dos últimos anos, fazer um planejamento, traçar ações e buscar alternativas para esse segmento. “A partir daí, trazer um instrumento de extensão rural para melhorar as políticas públicas de trabalho para o homem no campo, dentre outras demandas”, destacou.

Dentro desse contexto, o papel da Uesc, segundo o Pró-reitor de Extensão, Alessandro Fernandes, é “de integrar as instituições, fazendo com que essa discussão ganhe corpo, onde possa surgir alternativas e a partir daí, fazer um movimento político no sentido de buscar, tanto dos governos Estadual, Federal e também Municipal, uma participação mais ativa nesse processo”.

Ainda estavam presentes na reunião de coordenação do seminário, Rita Souza, representando o Programa AGIR-LS, Cintya Nobre, da Coordenação de Integração Comunitária da Proex-Uesc e o professor Raimundo Bonfim, do Departamento de Ciências Econômicas da Uesc e coordenador do Programa AGIR/Freade.


Aprovado projeto que simplifica o georreferenciamento de propriedades rurais

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O Plenário aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 120/2017 que dispensa a carta de anuência no processo de georreferenciamento de imóveis rurais. A matéria segue para sanção presidencial.

O projeto (PL 7.790/2014, na Casa de origem) determina que, com a dispensa da anuência expressa dos confrontantes para realização dessa descrição georreferenciada, bastará a declaração do próprio requerente de que respeitou os limites e as confrontações.

Autor da proposição quando ainda era deputado federal, o senador Irajá (PSD-TO) disse que a iniciativa beneficia mais de 15 milhões de pequenos, médios e grandes produtores em todo o país. O projeto busca resolver litígios ocorridos há muitas décadas, quando as medições das propriedades não eram precisas, o que contribuiu para gerar insegurança jurídica em todo o país.

Irajá explicou que todo o procedimento do georreferenciamento é bastante cuidadoso, porque envolve trabalho e tecnologia de alta precisão e confere ao procedimento total confiabilidade. Além da tecnologia há os marcos cravados nas divisas das propriedades. Ao final, o processo é avaliado pelo Incra, que valida o georreferenciamento, encaminhado para averbação em cartório, disse o autor do projeto.

— A exigência de carta de confrontação [assinada pelos vizinhos da propriedade em que ocorre o georreferenciamento] já foi dispensada pelo Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] há muitos anos, mas os cartórios continuam exigindo essa burocracia. O projeto simplifica e vai destravar milhares de processos em todo o Brasil — afirmou.

A aprovação do projeto foi saudada pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS), Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Eduardo Braga (MDB-AM), Ângelo Coronel (PSD-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Lucas Barreto (PSD-AP), Flávio Arns (Rede-PR), Telmário Mota (Pros-RR) e Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da proposição. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


Mulheres da agricultura familiar são capacitadas na agroindústria da UESC

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A Cooperativa de Desenvolvimento Territorial -COOPERAST, entendendo a importância das agroindústrias para o desenvolvimento socioeconômico dos pequenos agricultores familiares, promoveu nesta quinta-feira (11), em parceria com a Universidade Estadualde Santa Cruz – UESC, a capacitação técnica das agricultoras familiares em processamento de frutas.

Utilizando a técnica de aulas teóricas e práticas, expositivas e dialogadas e utilização de grupos de trabalhos. Foram capacitadas pelo professor Antônio Fábio Reis Figueiredo, no Pavilhão de Agroindústria da UESC, as mulheres associadas da Embaúba (Associação de Produtores Orgânicos da APA Itacaré-Serra Grande).

Para Vinícius Monteiro, Diretor Presidente da COOPERAST, a função da cooperativa é promover parcerias para fortalecer as entidades parceiras, uma vez que, a EMBAUBA (Associação de Produtores Orgânicos da APA Itacaré-Serra Grande), está em processo de montagem de uma fábrica de processamento de frutas e levando estas mulheres envolvidas nesta montagem a um centro de pesquisa, fazendo com que elas possam aprender ainda mais na prática tudo que necessitam para usar no dia-dia de uma fábrica.


COOPERAST está entre as 13 instituições que Fundação Cargill apoiará em 2019

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A Fundação Cargill divulgou em sua página oficial – www.alimentacaoemfoco.org.br, o resultado do Edital 2019: foram selecionadas 13 iniciativas que combatem a perda e desperdício de alimentos, que fortalecem o empreendedorismo na cadeia da alimentação e/ou soluções e pesquisas no setor. As instituições receberão apoio financeiro e de gestão de equipe da Fundação Cargill ao longo de 2019 e beneficiarão diretamente 18 mil pessoas.

“Neste ano, recebemos inscrições de 14 Estados. Foram 31% de projetos a mais em comparação com o edital anterior. O sucesso corresponde ao ótimo trabalho que a nossa equipe tem feito em busca da promoção da alimentação saudável, segura, sustentável e acessível do campo ao consumidor”, ressalta Yuri Feres, diretor-presidente da Fundação Cargill.

Com o objetivo de estimular o desenvolvimento de projetos realizados por organizações da sociedade civil ou pessoas jurídicas com negócios de impacto social que estejam num raio de até 150 quilômetros do entorno das unidades e escritórios da Cargill, a Fundação Cargill utilizou como critérios para a seleção o alinhamento e a coerência com o propósito da instituição; a consistência, o impacto e a relevância do projeto proposto; assim como sua perenidade e a possibilidade de ser replicado em outros locais.

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Parceria entre Cooperast e UESC

equipe-cooperast-e-professora-uescA crescente procura por pimentas no mercado interno e externo trouxe expansão das áreas de cultivo em vários Estados brasileiros, principalmente as de iniciativas de agricultura familiar. Devido a esse aumento da demanda de produção, a Cooperativa de Desenvolvimento Territorial – COOPERAST por meio de sua equipe técnica se uniu a Universidade Estadual de Santa Cruz como objetivo realizar pesquisas, e implantação de  pimenta  em áreas assistidas pela cooperativa.

A parceria entre a COOPERAST e a UESC consististe, no auxilio prestado pela Universidade em fornecer bancos de dados de sementes de pesquisas desenvolvidas em pimenta, e o trabalho pratico da cooperativa em buscar áreas experimentais em comunidades selecionadas, para posteriormente multiplicar os resultados positivos  em áreas de MANDALA e SAFS  assistidas pela COOPERAST. Essa iniciativa é muito importante, pois cria laços entre os produtores do campo e a pesquisa na Universidade.

Existem várias formas de utilização da pimenta, podem ser consumidas ao natural, ou processadas e utilizadas em várias linhas de produtos, e abastecem a agroindústria. Seus frutos podem ser desidratados e vendidos inteiros, em flocos (pimenta calabresa), em pó (páprica picante) ou ainda preparados como conservas, molhos, geleias, e doces.

O diretor executivo COOPERAST, Marcello Layandys destaca a importância da  busca por novas alternativas de renda para o produtor, como SAFS e MANDALAS, que é um modelo agroecológico que já vem sendo implantado. Em um futuro próximo, a cooperativa pretende  processar estes produtos, agregando ainda mais valor à produção da agricultura familiar no interior da Bahia.


SDR e Banco do Nordeste promovem encontro em Ilhéus para discutir abertura de linha de crédito

Dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR) e do Banco do Nordeste se reunirão, na próxima terça-feira (12), às 9 horas, na sede do Banco do Nordeste, no município de Ilhéus, Território de Identidade Litoral Sul, com o objetivo de discutir a abertura de uma linha de crédito para agricultores familiares produtores de cacau. Os recursos são destinados ao fortalecimento da base de produção da lavoura cacaueira.

A reunião integra a estratégia do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018-2022, lançado pelo Governo do Estado, em novembro de 2018, que atenderá 20 mil agricultores, e prevê o desenvolvimento de ações que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e, consolidar a fabricação de chocolates finos com certificado de origem no Sul da Bahia.

Participam ainda do encontro técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), além de agentes das prestadoras de assistência técnica e extensão rural (Ater) dos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio das Contas e Costa do Descobrimento.

Serviço:

O quê: Reunião entre SDR e Banco do Nordeste para discutir a abertura de uma linha de crédito para agricultores familiares produtores de cacau

Quando: 12 de fevereiro de 2019

Onde: Sede do Banco do Nordeste em Ilhéus