Brincadeiras dos quadros de Ivan Cruz foram tema de projeto da Casa Amarela

As brincadeiras de rua tradicionais retratadas nas telas de Ivan Cruz inspiraram a sequência didática realizada pela Escola & Brinquedoteca A Casa Amarela, em Ilhéus. As turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I tiveram contato com obras e biografia do artista plástico carioca e, ao longo de duas semanas, fizeram releituras dos quadros, experimentando, também, as brincadeiras ilustradas. “Em uma manhã de sábado especial, convidamos as mães a participarem das atividades, recuperando os jogos de suas infâncias e ensinando-os às crianças”, explicou a diretora Sandra Catharina Santos.

A proposta de trabalhar com o projeto “Brincadeiras de Criança”, de Ivan Cruz, partiu da diretora pedagógica, Sara Lemos. “Focamos em jogos que estão cada vez menos integrados ao cotidiano infantil. A Casa Amarela vê a ludicidade enquanto instrumento de aprendizagem e toda a equipe pedagógica se envolveu para materializar o universo representado nas telas do artista plástico brasileiro”, informou Sara. A atividade ainda integrou a Semana Mundial do Brincar, realizada entre os dias 20 e 28 de maio, promovida pelo movimento Aliança pela Infância.

Para as releituras das telas de Ivan Cruz, as turmas da Educação Infantil utilizaram várias técnicas de pintura, como pincéis grossos e finos, rolinhos e as mãos. E, além de pintarem, as turmas do Ensino Fundamental I também analisaram as obras, a construção da figura humana, dando rostos aos personagens de Ivan Cruz. Assim, além da expressão artística, trabalharam também com o pensamento crítico-reflexivo.

Para a manhã recreativa com as mães dos estudantes, realizada no último dia 26, a equipe da Casa Amarela preparou um clima especial de infância, com muito colorido, alegria e leveza. Na Educação Infantil, os Grupos 01 e 02 trabalharam com aviõezinhos de papel, o Grupo 03 com o ioiô, o Grupo 04 com a pipa e o Grupo 05 com a amarelinha. Já os 1º e 2º e 3º anos do Fundamental I ficaram com esconde-esconde, elástico, corda e baleado. “Foi um dos projetos mais divertidos e leves que desenvolvemos. A experiência foi positiva para quem relembrou a infância e para as crianças, que descobriram as brincadeiras tradicionais”, afirmou Sandra Catharina.


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